Apesar dos embates, a cavalgada percorreu as ruas de Marabá

Na manhã de ontem (6), em frente ao Aeroporto de Marabá, acontecia a concentração da cavalgada da 33ª Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama). De acordo com pessoas presentes, “do nada” o ambientalista Jorge Bichara Neto, membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), acompanhado de um estafe da entidade, tentou impedir a saída das comitivas de cavaleiros e amazonas.

De acordo com as redes sociais, o ambientalista, em nome do Comam, alegava maus tratos aos animais, provocados pela alta temperatura, barbelas, peitorais, freios e argolas. Houve um princípio de confusão, intervenção policial, mas a cavalgada seguiu com destino ao Parque de Exposição de Marabá, conforme manda a tradição, em um percurso de mais de 12 km.

Redes sociais

Após a divulgação de imagens e vídeos, o assunto dominou as redes sociais em Marabá e região. A opinião da maioria absoluta dos comentários era a favor da cavalgada, porém era radicalmente contra o horário de partida, o tamanho do percurso, ausência de pontos de descanso para os animais e excesso de adornos que chegavam a pesar 40 quilos em cada cavalo.

A presença de alguns cavaleiros e amazonas, embriagados, maltratando os animais, receberam severas críticas dos internautas. As carroças com várias pessoas e caixas de cerveja, com visível excesso de peso, também não escaparam das vistas dos observadores. “Cavalgada tem que ser realizada em estrada de chão e com vários pontos de descanso, água e comida, para não haver maus tratos nem mortes aos animais”, argumentou um comerciante de Marabá.

Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá

Diante da celeuma, o Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá (SPRM) divulgou a nota de esclarecimento abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá vem a público esclarecer e lamentar as ações do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMMAM, durante a Cavalgada, realizada na manhã deste sábado, dia 6 de julho.

Os integrantes do COMMAM tentaram impedir a saída da Cavalgada, abordaram os participantes de forma ofensiva, desacatando os diretores do Sindicato com palavras desrespeitosa e tomaram objetos pertencentes as comitivas.

A diretoria do Sindicato Rural esclarece que divulga previamente entre os participantes as orientações necessárias sobre a proibição do uso de espora ou qualquer outro tipo de objeto que possa machucar os animais. E que esse tipo de proibição, sempre é respeitada pelos participantes.

O Sindicato Rural discorda veementemente da abordagem inadequada do COMAM, que usou veículo automotor no meio dos animais, provocando uma condição de insegurança aos participantes. A ação do Conselho poderia causar acidentes graves.

O Sindicato dos Produtores Rurais reafirma seu compromisso de realizar um evento seguro, pautado no respeito aos participantes e aos animais e que possa levar conhecimento s e lazer a toda a população de Marabá e região.

O médico Jorge Bichara

Conselho Municipal de Meio Ambiente

A Redação do Portal Debate Carajás tenta, desde a manhã de ontem (6), contato com o ambientalista Jorge Bichara, para ouvir as argumentações e amparo jurídico sobre a legalidade da ação realizada durante a concentração da cavalgada, porém a ligação não se completa. Assim como o Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá esclareceu, à sua maneira, a legalidade da realização da cavalgada, o Conselho Municipal de Meio Ambiente, órgão social de fiscalização, necessita prestar esclarecimentos à sociedade sobre a refrega ocorrida no início da cavalgada em Marabá.