O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), no início da manhã de hoje (8), publicou uma “Nota de Esclarecimento” supostamente assinada pelo Comam e Instituto Guarda Ambiental Força Ambiental (IGAFE) a respeito da “ação de fiscalização” em frente ao Aeroporto de Marabá durante a concentração da cavalgada da 33ª Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama).

Nela, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) critica as redes sociais por publicar falsas e injustas acusações contra membros do Comam e classifica como falsas as informações contidas na nota publicada ainda na manhã de sábado (6), logo após a confusão, pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá (SPRM).

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Na manhã de sábado (06/07) durante o início da cavalgada, houve uma confusão que acabou se espalhando pelas redes sociais e deu início a uma série de falsas e injustas acusações aos agentes de fiscalização que estavam presentes.

Diferentemente do noticiado falsamente pelo próprio sindicato dos produtores rurais e por outros meios de comunicação, Jorge Bichara e os membros do COMAM em momento algum tentaram impedir a saída da cavalgada. Todos apenas estavam cobrando o cumprimento das regras previamente estabelecidas, que buscavam manter a saúde e bem-estar dos animais.

Como já mostrado anteriormente, mesmo sendo proibido, muitos participantes ainda estavam fazendo uso de esporas, apetrechos pesados e correntes em excesso, que acabariam por prejudicar os animais em um percurso longo e extremamente quente. Jorge Bichara e os membros dos órgãos de fiscalização estavam apenas tentando coibir esses excessos e indagando a demora para dar início, já que o sol estava muito forte pela manhã.

Se as regras existem e foram acordadas, deveriam ser cumpridas, inclusive pelos membros do sindicato, que são responsáveis pela organização do ‘evento’. Em momento nenhum alguma de nós ou algum membro dos órgãos de fiscalização faltou com respeito, já que contávamos apenas com o diálogo e compreensão dos participantes.

Todos que foram abordados estavam de modo irregular. Quem estava participando conforme as regras e respeitando os animais, seguiu sem maiores problemas.

Lamentamos profundamente o ocorrido e as falsas notícias espalhadas. Esperamos que tanto o Sindicato dos Produtores Rurais como os participantes da cavalgada possam agir de forma integra e respeitando os limites e regras previamente impostas em reuniões, caso contrário, a cavalgada realmente não deveria acontecer.

COMAM

IGAFE – Instituto Guarda Ambiental Força Especial

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