O Conselho de Ética do União Brasil decidiu hoje expulsar o ministro do Turismo do governo Lula, Celso Sabino. Os conselheiros fizeram uma reunião para analisar o pedido. Além de expulsar o ministro, o conselho decidiu dissolver o diretório do Pará, do qual Sabino era presidente, e nomear uma comissão provisória para o núcleo.
“Por unanimidade, os conselheiros opinaram pelo deferimento da intervenção do diretório regional do União Brasil no Pará com dissolução da Executiva local e nomeação de comissão provisória e também pela expulsão com cancelamento de filiação partidária de Celso Sabino.” – Trecho da nota enviada pelo partido
Executiva do partido ainda vai analisar a decisão. A direção do União Brasil fará uma reunião para ratificar a decisão do Conselho de Ética. Segundo a nota enviada pela siga, o encontro deve acontecer até o dia 8 de dezembro. Assessoria disse que ministro não vai se pronunciar. Sabino participou da reunião acompanhado de seu advogado.
Processo de expulsão
A ação contra Sabino começou em outubro. O diretório acusou o ministro de desrespeitar orientações partidárias com o ultimato do partido para a entrega de cargos no governo.
Sabino chegou a entregar uma carta de demissão a Lula, mas não deixou o cargo. Dias depois, o ministro chegou à reunião da Executiva Nacional do União Brasil dizendo que ia permanecer no governo.
Aliados afirmam que Sabino vinha resistindo à pressão. Pressionado há um tempo pela bancada na Câmara dos Deputados e por Rueda, havia uma esperança de que conseguisse levar a situação até o início do ano que vem, quando a descompatibilização é obrigatória para quem quer concorrer a outro cargo.
Sabino quer disputar o Senado e esperava ter o apoio de Lula. Além de também ter como positivo um apoio do presidente nas eleições do ano que vem —mesmo que ele não esteja com o governador Helder Barbalho (MDB), aliado de Lula.
A Federação PP e União Brasil anunciou o desembarque do governo durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal). Além de Sabino, a decisão atinge o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA).
PP não fez nova determinação para Fufuca deixar o cargo. Isso dá mais espaço para que o ministro permaneça na pasta. O chefe da pasta de Esportes tem ignorado o prazo de seu partido e chegou a declarar voto em Lula para 2026 durante um evento no Maranhão. (As informações são da UOL)


