Conheça as chances de vitória de seu candidato a deputado em Marabá

Nos bastidores da política, rola que uma campanha a deputado federal gira em torno de R$ 8 milhões. Já os gastos com uma cadeira na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) custaria cerca de R$ 3 milhões
Crédito: Portal Debate

O Portal Debate realizou, nos últimos dias, uma rodada de conversa com diversas lideranças políticas, aquele pessoal que “entende do riscado”, que mesmo sem lançar mão de nenhuma pesquisa, quase sempre acerta o nome do político a ser eleito, ou seja, a turma que analisa a história, estrutura e abrangência de campanha, potencial de voto, aceitação política e popularidade do candidato, em Marabá e Região do Carajás.

A Reportagem entrou em contato direto ou indireto com diversos presidentes estaduais de partidos, em Belém, para entender a colocação de cada candidato de Marabá na escala de “potencial de voto” para deputado estadual. De acordo com os interlocutores, na “frente do eito”, como se diz aqui nos cafundós do Pará, o eleitor vai encontrar os pré-candidatos “Chamonzinho” (MDB); Thiago Miranda (MDB); João Salame (PSB); Dirceu Ten Caten (PT) e Toni Cunha (PSC) mais próximos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

Com menos badalação, todavia com otimismo, trabalho e fé, Ilker Moraes (Podemos); Pastor Elói (Republicanos); Fernando Henrique (PSC), entre vários outros esperançosos, trabalham firme e “correndo por fora” com a esperança de serem eleitos no dia 2 de outubro. No entanto, a vontade deles esbarra na média de gastos com uma campanha eleitoral vitoriosa em torno de R$ 3 milhões. Esse montante oscilará, para baixo ou para cima, a depender da sigla partidária de cada pretenso deputado.

Para as eleições de 2 de outubro de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, no dia 30 de junho de 2022, que o limite de gastos das campanhas nas eleições será o mesmo de 2018, atualizado pela inflação. De acordo com o TSE, o valor reajustado para se eleger um deputado federal vai custar a bagatela de R$ 3,15 milhões. No entanto, no Brasil, a totalidade de gastos de uma campanha eleitoral nunca foi declarada em sua plenitude pelos mais diversos motivos.

Para quem “entende do riscado”, há quem diga que uma campanha exitosa para deputado federal, no Pará, em 2022, vai custar acima de R$ 8 milhões. Qual candidato de Marabá possui essa “bala na agulha”? Alguns dizem que apenas o médico Manoel Veloso (PDT) possui chances, porém o filho do ex-prefeito de Marabá, o saudoso “Dr. Veloso”, obteve apenas 16.500 votos para prefeito em 2020, mas o político estaria aparecendo bem nas chamadas “pesquisas de consumo”.

Já outros nomes que anunciaram a candidatura a deputado federal como Edvaldo Mototáxi (PL); “Zico Da Extensão Rural” (Republicanos); Wagne Machado (MDB); Márcio do São Félix (PSDB); Irismar Melo (PP); Professor Aufrázio (Avante), entre outros abnegados, passam longe dessa cifra milionária. Várias destas candidaturas, como a de Irismar Melo, por exemplo, estão rabiscando o “xadrez político” para a sucessão de Tião Miranda (PSD) em 2024. Deste grupo, teoricamente, Wagne Machado, ex-prefeito da cidade de Piçarra, teria um pouco mais de recurso para gastar durante a campanha.

Embora esses guerreiros estejam repletos de boa vontade, esforço pessoal e boas intenções, uma eleição para deputado federal não é feita somente de atributos pessoais, ou seja, a grana sempre falou mais alto na “hora da onça beber água” próximo ao dia da eleição. Por outro lado, existe candidato que nem com um caminhão de dinheiro se consegue eleger o cara, pois uma campanha gloriosa exige estrutura financeira e a pessoa do candidato precisa ser bem vista pelo eleitor. Caso contrário, corre se o risco de se “nadar e morrer na praia”.

Nos bastidores da política, rola que “Chamonzinho”, impulsionado pela estrutura da campanha, e Dirceu Ten Caten, turbinado pelo “efeito Lula”, já estariam com uma cadeira assegurada na Alepa. Já Thiago Miranda, com o apoio do Pai Tião Miranda; João Salame, com o trabalho que possui em mais de 120 municípios, e Toni Cunha, que deverá herdar parte dos votos bolsonaristas do candidato a governador Zequinha Marinho (PL), teriam que “gastar mais um pouco a sola do sapato”, entretanto são vistos como bem próximos a ocupar uma cadeira na Alepa a partir de 1º de janeiro de 2023.

Se tudo correr bem, pela primeira vez, Marabá poderá eleger 5 deputados estaduais. Como diz o jargão popular, os candidatos estão com o “sangue nos olhos e a faca nos dentes” atrás do voto de um eleitor que anda meio ressabiado com os políticos da Terra de Francisco Coelho.

Texto: Pedro Souza – Portal Debate

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