Em meio à pandemia da covid-19, período em milhares de famílias brasileiras não têm sequer o dinheiro necessário para fazer as principais refeições do dia, o Congresso Nacional derrubou o veto do Presidente da República Jair Bolsonaro. O veto negava a ampliação o valor do Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões para mais de R$ 5,7 bilhões.
De acordo com a Agência Brasil, o veto presidencial foi analisado primeiramente pela Câmara e os deputados o derrubaram. 317deputados foram a favor do veto e 143 foram contrário. No Senado, 53 senadores votaram pela derrubada do veto e 21 por sua manutenção.
O senador Telmário Mota (Pros-RR), defende a derrubada do veto porque acredita que a ampliação do Fundo Eleitoral vai trazer igualdade na política e sobretudo fortalecer o processo democrático brasileiro. Para ele, quem defende o veto e é contra os R$ 5,7 milhões tem discurso simplista e demagógico.
“Como um líder comunitário vai conseguir disputar uma eleição com um grande empresário ou um descendente de uma oligarquia? O sistema de financiamento privado [de campanha] quase comprometeu a democracia brasileira. Escolheu-se o financiamento público. É preciso o financiamento ser igualitário para todos”, afirmou.
Por outro lado, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) ressalta indignação com a ampliação do Fundo Eleitoral. O senador julga ser um desrespeito com a população Brasileira que sofre os impactos da covid-19. De acordo com ele não é o momento oportuno para que o País direcione R$ 5,7 milhões para campanhas políticas.
“A manutenção do veto é o mínimo de respeito com um país machucado pela pandemia, com mais de 20 milhões de pessoas passando fome e que agora, no apagar das luzes, se vê no direito de premiar presidentes de partidos e candidatos nas próximas eleições com montanhas de dinheiro público.” (Portal Debate Carajás, com informações Agência Brasil)


