O início de 2026 deverá ser marcado por uma série de movimentações no setor público voltado às áreas financeira, econômica e regulatória. Diversas instituições federais, como Banco do Nordeste, Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), BNDES, Previc e Banco do Brasil, avançaram nos últimos meses com estudos, solicitações ou confirmações de novos concursos públicos para reforçar seus quadros.
A perspectiva é positiva em um cenário em que órgãos estratégicos do sistema financeiro brasileiro têm enfrentado defasagem de servidores, aumento das demandas internas e a necessidade de recomposição após aposentadorias, desligamentos ou programas de demissão voluntária.
Entre os destaques está o Banco do Nordeste (BNB), que voltou ao centro das discussões após a Contraf-CUT cobrar a abertura de um novo edital para suprir lacunas deixadas pelo Programa de Demissão Voluntária (PDV). A instituição reconhece que a convocação dos aprovados remanescentes não será suficiente para atender às necessidades e já sinalizou que buscará autorização para um novo concurso. Paralelamente, prepara um edital específico com 90 vagas para especialistas em tecnologia da informação, reforçando um movimento de modernização interna.
Outra seleção aguardada é a do Banco Central do Brasil (Bacen). O órgão confirmou pedido de concurso para 560 vagas distribuídas entre analistas, técnicos e procuradores. A demanda surge em um contexto de alta carga operacional e crescente necessidade de profissionais especializados em tecnologia, economia e fiscalização. O último concurso, realizado em 2024, atraiu milhares de candidatos.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também projeta mudanças em seu quadro. A autarquia solicitou autorização para preencher 139 vagas, com foco em analistas, inspetores e agentes executivos. O último certame segue vigente até 2026, permitindo novas nomeações, mas a abertura de um novo edital atenderia a demandas estruturais em áreas como supervisão, regulação e análise de mercado.
No BNDES, avança o estudo para a publicação de um novo concurso destinado ao nível médio. Já o reforço de servidores de nível superior está em andamento, com previsão de convocação de 450 candidatos aprovados no concurso de 2024. O banco também ampliou seu quadro de pessoal fixo, indicando necessidade contínua de reposição.
A Previc aguarda resposta a um pedido de autorização para contratar 110 servidores, com o objetivo de reforçar setores de análise, fiscalização e administração interna.
O Banco do Brasil, por sua vez, estuda a possibilidade de lançar um novo edital após o término da validade do último concurso. Caso confirmado, o certame deverá continuar sendo um dos mais concorridos do país, especialmente por ofertar vagas em todo o território nacional.
A publicação dos editais dependerá de fatores como autorização governamental, disponibilidade orçamentária e adequação ao calendário eleitoral, mas já movimenta estudantes e concurseiros de todo o país.
Situação dos concursos previstos
Banco do Nordeste (BNB)
Status: Previsto
Cargos: A definir
Formação: Nível médio e superior
Vagas: A definir
Salário: R$ 3.788,16 (último concurso)
Observação: Novo edital em discussão e edital específico com 90 vagas para TI
Banco Central do Brasil (Bacen)
Status: Solicitado
Cargos: Técnico, Analista e Procurador
Formação: Nível médio e superior
Vagas: 560
Salário: R$ 7.938,81 a R$ 20.924,80
CVM – Comissão de Valores Mobiliários
Status: Concurso solicitado
Vagas: 139
Cargos: Analista, Inspetor e Agente Executivo
Salário inicial: R$ 20.924,80
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Status: Em estudos (nível médio)
Vagas: A definir
Salário: R$ 5.246,74 a R$ 21.869,76
Observação: Convocação de 450 aprovados do concurso de 2024 prevista para 2025
Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar
Status: Solicitado
Vagas: 110
Cargos: Especialista, Analista Administrativo e Técnico Administrativo
Salário: R$ 12.953,29 a R$ 14.010,09
Banco do Brasil
Status: Previsto
Cargo: Escriturário
Formação: Nível médio
Vagas: A definir
Salário: R$ 3.963,90
(Erika Marinho-Estagiária,com O Liberal)


