Comércio paraense movimenta R$ 194,7 bilhões e emprega 225,5 mil pessoas, liderando o setor no Norte

Em relação ao rendimento dos trabalhadores, o Pará registrou um salário médio mensal de 1,6 salário mínimo no comércio, garantindo a 15ª posição no ranking nacional do setor

O setor comercial do Estado do Pará registrou uma receita bruta de revenda de mercadorias de R$ 194,7 bilhões no ano de 2024, de acordo com os dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira 929). O levantamento aponta que o estado encerrou o período com 28.582 empresas comerciais ativas e 34.355 unidades locais com receita de revenda. Ao todo, o segmento foi responsável por empregar 225,5 mil pessoas em território paraense.

A pesquisa do órgão federal revela a liderança do Pará na atividade econômica regional, concentrando mais de 40% dos principais indicadores comerciais de toda a Região Norte. O estado respondeu por 43,27% da receita bruta de revenda e por 41,93% do total de pessoal ocupado no setor comercial nortista. Além disso, o comércio paraense registrou R$ 36,3 bilhões em margem de comercialização e destinou R$ 6,5 bilhões ao pagamento de salários, retiradas e outras remunerações ao longo do ano investigado.

Varejo e atacado: perfis complementares

O perfil das empresas comerciais no Pará demonstra papéis distintos e complementares entre o varejo e o atacado. O comércio varejista liderou em termos de estrutura e geração de postos de trabalho, reunindo 77,8% das empresas do setor e 73,7% dos trabalhadores ocupados. Em contrapartida, o comércio atacadista impulsionou o volume financeiro do estado: embora represente 13,4% das empresas e 16,9% da mão de obra, o segmento gerou 47,5% da receita bruta de revenda do Pará, superando o varejo, que respondeu por 43,9% do faturamento.

Salário médio e mudanças metodológicas

Em relação ao rendimento dos trabalhadores, o Pará registrou um salário médio mensal de 1,6 salário mínimo no comércio, garantindo a 15ª posição no ranking nacional do setor. A maior remuneração média no estado foi observada no segmento de veículos automotores e motocicletas (2,3 salários mínimos), seguido pelo comércio atacadista (2,1) e pelo varejista (1,4). O IBGE ressalta que a PAC passou por mudanças metodológicas em 2024, o que gerou uma quebra de série e impede a comparação direta com os resultados de anos anteriores.

Destaques paraenses:

  • O comércio paraense movimentou R$ 194,7 bilhões em receitas de revenda em 2024.
  • O setor empregava 225,5 mil pessoas ao final do ano.
  • O Pará concentrou mais de 40% da atividade comercial da Região Norte.
  • O varejo reuniu quase 78% das empresas comerciais do estado.
  • O atacado respondeu por 47,5% da receita de revenda, quase metade do faturamento do setor.

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