Enquanto o Palácio do Planalto trabalha diuturnamente para cortar gastos e excessos de despesas, o parlamento incha a máquina pública de dívidas futuras. O complô é formado no Congresso Nacional, onde os presidentes das duas casas do legislativo nacional seguem os passos do Centrão, que busca a volta do toma-lá-dá-cá.

Como não existe milagre em economia, resta ao Governo Federal apenas apresentar por si mesmo, ou através de seu partido, uma PEC para extinguir o “fundão eleitoral” — financiamento público de campanha que consumiu cerca de R$ 2,8 bilhões em 2018. Concomitantemente, deve extinguir também o fundo partidário, que leva, por ano, mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Mesmo se isso for feito, faltarão ainda R$ 700 milhões para cobrir o rombo do Orçamento Impositivo.

Todos esses fundos são pagos com o dinheiro do contribuinte e poderiam ser melhor empregados. Por exemplo, esse dinheiro daria para concluir todas as rodovias que compõem a malha viária do Centro-Oeste e grande parte da Transamazônica. Regiões estratégicas para o escoamento da produção agrícola, em especial, dos grãos destinados à exportação. Além do melhoramento da infraestrutura, essa ação elevaria o superávit de nossa balança comercial.

Mesmo com grande legitimidade vinda das urnas, o atual governo permanece na defensiva frente aos seus opositores no Congresso.


Conselho de Ética

O DEM não para de ampliar o seu poder no Congresso Nacional, em especial na Câmara dos Deputados. Coube ao partido a presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, após a eleição de seus membros. Dois deputados do Pará foram eleitos para o Colegiado. Como membro titular, assumiu o deputado Eduardo Costa (PTB-PA), e uma das suplências coube ao deputado Beto Faro (PT-PA).

Temer

Ao votar pela prisão de Michel Temer, o desembargador Abel Gomes, do Tribunal Federal da 2ª Região, argumentou da seguinte forma:

“Tem rabo de jacaré; couro de jacaré, boca de jacaré; não pode ser um coelho branco”, afirmou.

Vinícius Soares é estudante e estagiário no Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). E-mail: [email protected]