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Pacientes com covid-19 em Marabá morrem à espera de leito de UTI

UTIs dos hospitais atingiram o limite em Marabá | Foto: Reprodução/Ag. Brasil
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Os números estampados no boletim epidemiológico publicado no fim da tarde deste domingo (4) ilustram o colapso da saúde pública em Marabá, no sudeste do Pará. Os leitos exclusivos para covid-19 estão 100% ocupados e as vagas de enfermaria exclusivas para covid-19 navegam no percentual de 80% para desespero da população da Terra de Francisco Coelho.

Na véspera do aniversário de Marabá, a população nunca esteve tão amedrontada. Nem na época da Guerrilha do Araguaia, pois a cidade era base operacional do Exército Brasileiro, o povo sentiu tanto pavor quanto agora. Várias pessoas estão morrendo no Hospital Municipal de Marabá (HMM) à espera de uma UTI no Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP).

Neste fim de semana, Marabá registrou uma morte a cada seis horas provocada pelo novo coronavírus. As vítimas de hoje foram um homem de 71 anos, sem comorbidades declaradas; uma mulher de 35 anos, puerpéra, hipertensa e com histórico de pré-eclampsia; uma mulher de 56 anos, com doença neurológica, hidrocefalia; uma mulher de 42 anos, sem comorbidades declaradas; e um homem de 60 anos, hipertenso, elevando o número de mortos para 328 desde o início da pandemia.

Mesmo diante de um quadro sanitário caótico, Helder Barbalho (MDB) não dá sinais de que vai reabrir o Hospital de Campanha de Marabá. O MPPA já abriu uma Ação Civil Pública para pressionar o Barbalho filho, porém o político continua a zombar da cara do povo da cidade enquanto centenas de pessoas estão morrendo. Os números publicados no BE não mostram os mortos e infectados das cidades vizinhas que procurarm socorro em Marabá.

Não existem motivos legais para o governador deixar de reabrir o HC, a não ser o pavor de ser preso pelas falcatruas na compra de respiradores sem licitação no ano de 2020. Diante de tantas mortes, a população já começa a se perguntar se existe Ministério Público e Poder Judiciário em Marabá. Com a palavra, quem a carapuça se encaixou na cabeça. (Pedro Souza/Debate Carajás)

Boletim epidemiológico deste domingo (4)

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