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Centrão diz a Bolsonaro que só auxílio de R$ 400 evitará derrota em 2022

Popularidade de Bolsonaro anda em queda livre
O presidente Jair Bolsonaro: o Centrão não sugere, avisa.
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O que Jair Bolsonaro finge não ver o “Centrão” já enxergou faz tempo. O presidente está com a popularidade em baixa e tem poucas chances de reverter sua queda.

A má condução da pandemia, como se sabe, foi fundamental para arruinar a aprovação do ex-capitão. Nesse quesito, porém, o máximo que ele conseguirá é parar de piorar.

Embora tudo indique que a maior parte dos brasileiros estará vacinada até o fim do ano, a imunização tardia da população não apagará o marco das 500 mil mortes por covid-19 que o país fatalmente atingirá até lá e que cairá na conta do ex-capitão.

Na área da economia, Bolsonaro tampouco pode ter grandes esperanças. Apesar da melhora nas projeções de crescimento, o tempo corre contra ele.

Em 2022, o Brasil deve sair do fundo do poço, mas não a ponto de conseguir a redução da miséria ou a diminuição drástica do desemprego – ou seja, não a ponto de produzir no eleitorado uma percepção de melhora na qualidade de vida que chegue a alavancar Bolsonaro.

E é por esse motivo que líderes do “Centrão” deram na semana passada um ultimato ao presidente: ou ele turbina o auxílio emergencial para 400 reais ou será derrotado nas urnas em 2022.

A renovação do benefício, aprovada em março por PEC emergencial, vale até agosto e começou a ser paga neste mês, no valor médio de 250 reais.

A avaliação de lideranças do “Centrão” é que só um benefício significativamente maior que esse conseguiria fazer o candidato Bolsonaro penetrar no segmento do eleitorado de mais baixa renda — até hoje fiel ao ex-presidente Lula. Na última pesquisa Datafolha, o petista aparece 18 pontos à frente de Bolsonaro no primeiro turno; e vence o ex-capitão por 55% a 32% dos votos nas projeções para o segundo turno.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal Valor, o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, partido do “Centrão”, disse acreditar na reeleição de Bolsonaro. Mas lembrou ter um “carinho enorme” por Lula.

O “Centrão”, como até Bolsonaro sabe, carrega a alça do caixão, mas não pula dentro da cova. Hoje, ele quer 400 reais para continuar segurando a alça. E isso não é uma sugestão, mas um aviso. (UOL)

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