Caso Elane: família de jovem ouvido pela polícia repudia acusações sem provas

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a autoria e a motivação do crime. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o responsável pelo homicídio

A morte de Elane Freitas Carvalho, registrada há seis dias em São Domingos do Araguaia, a cerca de 50 quilômetros de Marabá, segue causando comoção e indignação entre moradores do município. A jovem foi encontrada sem vida em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas, e o caso permanece sob investigação.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a autoria e a motivação do crime. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o responsável pelo homicídio. As diligências continuam, enquanto familiares e a população aguardam respostas e cobram a elucidação do caso.

Paralelamente, a família de Athos Costa, que já prestou depoimento à Polícia Civil, divulgou uma carta pública na qual condena o que classifica como linchamento virtual do jovem nas redes sociais. No texto, os familiares afirmam que Athos vem sendo acusado sem provas e dizem confiar no trabalho das autoridades. A seguir, a carta na íntegra:

“Há seis dias começou um pesadelo na cidade de São Domingos do Araguaia, a cidade acordou com uma notícia trágica. Daquelas que dilacera a alma, uma jovem foi encontrada sem vida! Triste demais para a família e amigos e para a população de bem desta cidade. Junto com essa notícia, onde uma pessoa que ainda não sabemos quem, acusou sem provas um jovem nascido e criado nesta cidade, trabalhador, honesto que NÃO TEM E NUNCA TEVE envolvimento com drogas, nem bebidas, nem crimes de natureza alguma, que cresceu aqui estudando em escolas públicas, sem nunca sequer ter envolvimento com qualquer tipo de contravenção e seguiu assim até atingir a maioridade, até concluir os estudos, entrar em uma faculdade, ser contratado por uma grande empresa, constituir família e seguir cumprindo com as obrigações que um cidadão de bem tem.

Esta acusação foi feita em um momento que toda a cidade estava em polvorosa e que não parou para refletir nos danos que isso teria, sendo o bastante para que uma população levada pelo ódio sentido e pela ignorância de seguir sem rumo com comentários de cunho difamador e caluniador, gritavam por justiça, mais na contra mão de tudo cometendo o que é contrário a esse mesmo grito, injustiça!

Ela deixou uma família que a amava e que sente sua falta e sentirá todos os dias para sempre, e isso dói na alma, e choramos com essa família, e oramos por ela.

Ele tem uma família que também o ama e que nesse momento também chora, e que não mede esforços para provar sua inocência, mais de maneira honrada, e NÃO da forma que está na boca do povo, e que NÃO está comprando a cidade toda para que não seja responsabilizado, nesse sentido eles desacreditam do trabalho minucioso da polícia civil, no qual confiamos e acreditamos que não parou um minuto sequer o trabalho de investigação.

Se ele está solto é porque não existe indícios de culpa, pelo contrário, existe sim provas concretas de que ele estava trabalhando, foi para o trabalho de moto e seguiu lá até o início da madrugada, enquanto dizem que horas antes viram ela saindo de casa, e então como pode um ser humano estar em dois lugares ao mesmo tempo? Impossível!

Até quando e até onde vão as atitudes de pessoas sem discernimento, sem entendimento, que seguem rumo ao desconhecido, disseminando ódio quando hipocritamente dizem querer a paz?

E assim, eles seguem quebrando regras cometendo crimes previstos no código penal: Arts. 138, 139, 140, de calúnia, difamação e injúria. Julgar sem provas! Esses crimes são cometidos não só por quem criou o boato, mais por quem os propaga também, cometendo dolo, acusações falsas e infundadas.

Gritar por justiça e cometer o contrário dela é a maior das hipocrisias e é cometida apenas pelos ignorantes. Não se mensura a dor de ninguém dor é sempre dor. A dor da família enlutada e a dor da família massacrada são dores diferentes, mas doem, duas famílias que moradoras dessa cidade, onde vivem, trabalham e seguem no caminho bem, honrando a Deus em primeiro lugar e buscando viver em harmonia com todos.

Travamos uma guerra silenciosa com medo do desconhecido, recebemos nomes e números de pessoas hipócritas que ameaçam, que querem justiça mais que cometem injustiça, julgando e julgando sem provas.

Não ir para as ruas, não ir para as redes sociais gritar por justiça, não significa omissão, porque o grito “JUSTIÇA POR ELANE” está sendo gritado por todos nós, porque enquanto o verdadeiro culpado não aparecer, as duas famílias não terão paz, porque destruir a vida é um dano irreparável seja de que maneira for.

Seguimos clamando a Deus para que Ele nos ajude e ilumine os olhos da Justiça, rogando para que tudo seja esclarecido logo”.

O caso segue em apuração. As autoridades reforçam que qualquer informação relevante pode contribuir para o esclarecimento dos fatos, enquanto a população é orientada a aguardar a conclusão das investigações oficiais.

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