Carro que motorista levou tiro no rosto permanece no mesmo local em Marabá

Veículo usado por Elvis Gomes Ferreira durante o atentado segue estacionado no Bairro Laranjeiras mesmo após o crime; automóvel pode auxiliar nas investigações da Polícia Civil.

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – O carro em que estava Elvis Gomes Ferreira, de 40 anos, vítima de um atentado a tiros na noite da última quarta-feira (20), continua no mesmo local onde o crime aconteceu, no Bairro Laranjeiras, em Marabá.

O veículo permanece estacionado na Rua Kalil Mutran, esquina com a Rua do Aeroporto, horas após a tentativa de homicídio. Até a última atualização desta reportagem, o automóvel ainda não havia sido removido pelas autoridades policiais.

Em casos de tentativa de homicídio, é comum que veículos envolvidos na ocorrência sejam submetidos à perícia para auxiliar nas investigações. O automóvel pode conter vestígios importantes, como marcas de disparos, cápsulas e outros elementos que ajudam a esclarecer a dinâmica do crime.

Segundo informações policiais, Elvis estava dentro do carro quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. Os suspeitos emparelharam ao lado do automóvel e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A vítima foi atingida na região do rosto.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizaram os primeiros socorros ainda no local e encaminharam Elvis ao Hospital Municipal de Marabá (HMM). O estado de saúde dele não foi atualizado pelas autoridades.

Conforme a ocorrência policial, câmeras de segurança instaladas nas proximidades não estavam funcionando no momento do atentado, o que pode dificultar a identificação dos autores. Ainda segundo a Polícia Militar, o veículo utilizado por Elvis também estaria sendo investigado por possível envolvimento em outros crimes registrados em Marabá.

Elvis Gomes Ferreira

Condenado por duplo homicídio

Elvis Gomes Ferreira foi condenado pela Justiça do Tocantins a 49 anos de prisão pelo assassinato do casal de cabeleireiros Nailton Santos Silva, conhecido como “Ney”, e Adriana Fernandes da Rocha, que estava grávida.

O crime ocorreu em outubro de 2006, na cidade de Araguatins, no norte do Tocantins. Conforme a acusação apresentada no júri popular, Elvis invadiu a residência das vítimas e efetuou disparos de arma de fogo contra o casal. Nailton foi atingido por dois tiros, enquanto Adriana foi baleada quatro vezes.

O julgamento aconteceu em novembro de 2016, no Fórum de Araguatins, e terminou após mais de 20 horas de sessão. Além das mortes do casal, Elvis também foi condenado pela responsabilidade no aborto da criança que Adriana esperava.

Outro acusado no processo, Renato da Silva Gonçalves, recebeu pena de 33 anos de prisão por participação no crime. Conforme divulgado na época, provas técnicas e testemunhais apresentadas pelo Ministério Público foram consideradas decisivas para a condenação da dupla. (Portal Debate)

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