Em um momento em que o açaí pesa no bolso dos paraenses, uma apreensão de grande porte chama atenção: fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) interceptaram cerca de 16 toneladas do fruto durante fiscalização no nordeste do Pará.
A carga foi retida após a identificação de inconsistências na documentação fiscal. De acordo com o órgão, o transporte indicava como destino uma pessoa física, mas havia indícios de que o produto seria direcionado a uma empresa, o que pode caracterizar tentativa de reduzir o pagamento de impostos.
Durante a abordagem, os fiscais também encontraram embalagens com identificação empresarial, reforçando a suspeita de irregularidade na operação.
O que acontece com o açaí apreendido?
Após a autuação, foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD), com cobrança de impostos e multa. A carga só será liberada mediante a regularização fiscal e o pagamento dos valores devidos.
Ou seja, o açaí não é descartado, permanece retido até que a situação seja resolvida.
Preço alto e pouca oferta
A apreensão ocorre em meio à entressafra do fruto, período em que a produção diminui e os preços disparam, especialmente em Belém. A escassez impacta diretamente o consumo diário da população, que depende do açaí como alimento tradicional.
Além da carga de açaí, a operação também resultou na retenção de uma máquina agrícola avaliada em cerca de R$ 1,2 milhão e de aproximadamente 50 toneladas de soja.
Segundo a fiscalização, as apreensões fazem parte do reforço nas ações de controle durante o período, com foco no combate à sonegação e a irregularidades no transporte de mercadorias.


