Campanha começa com “festival de baixarias” e poucas propostas em Marabá

Disputa teve início nesta sexta-feira (16) e terminará com a votação no dia 6 de outubro de 2024, em todo o Brasil, com exceção do Distrito federal (DF) e o Arquipélago Fernando de Noronha, em Pernambuco.
"Chamozinho" (MDB), Toni Cunha (PL) e Dirceu Ten Caten (PT) - Fotos: Reprodução

MARABÁ (PA) – Nesta sexta-feira (16/8/24), deu-se o início da campanha eleitoral em Marabá, assim como em todos os municípios do Brasil, excluindo-se o Distrito federal (DF) e o Arquipélago Fernando de Noronha, em Pernambuco, mas a disputa que deveria estar focada na apresentação de propostas para melhorar a vida da população, vem se transformando em um “festival de baixarias” e ataques pessoais entre alguns candidatos.

O pleito será disputado por Dirceu Ten Caten (PT), Toni Cunha (PL) e “Chamozinho” (MDB). Eles serão apoiados respectivamente pelo Presidente Lula (PT), ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador Helder Barbalho (MDB). A série de ataques e contra-ataques vem sendo protagonizada pelas equipes de “Chamozinho” e Toni Cunha, pois Dirceu Ten Caten faz uma campanha mais propositiva e evita o embate direto com os adversários.

Nas redes sociais, já se percebe a irritação de parte do eleitorado provocada pelo excesso de agressões audiovisuais entre os candidatos e a ausência de propostas eficazes para melhorar a qualidade de vida do povo de Marabá. A parcela da sociedade que possui um grau de escolar mais elevado, começa a avaliar com mais cuidado em qual candidato depositará seu voto no dia 6 de outubro de 2024, porque a disputa eleitoral anda meio agressiva e com escassez de propostas que convençam o eleitor.

A população espera que a partir do dia 30 de agosto de 2024, data de início da propaganda eleitoral no rádio e televisão, os candidatos Toni Cunha, “Chamozinho” e Dirceu Ten Caten apresentem propostas claras, objetivas, racionais e exequíveis, pois as áreas da educação pública, serviço gratuito de saúde, criação de moradia, melhoria na mobilidade urbana, geração de emprego e renda, valorização da cultura e fomento do turismo, entre outros aspectos, necessitam de um “choque” de modernização e eficiência em Marabá.

Percebe-se que a maioria dos eleitores está preocupada em ver as propostas que irão solucionar seus problemas diários, não com a exploração exaustiva da vida pregressa dos candidatos, pois como diz o ditado popular,  “em terra de esqueleto toda fratura é exposta”.

Os concorrentes necessitam, com urgência, qualificar o debate, evidenciando as saídas para solução de problemas que a população de Marabá enfrenta todos os dias. Centrar o foco da campanha na exposição das “vísceras” de adversários não costuma ser uma estratégia das mais inteligentes, pois se a disputa pública continuar com esse “festival de baixarias”, o marabaense terá dificuldade para escolher em quem votar. (Pedro Souza)

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