Caminhada pela conscientização do autismo reúne mais de 300 pessoas em Marabá

A ação foi organizada pela Rede de Apoio de Mães e Pais Atípicos (RAMPA), e teve como lema “Mais informação, menos preconceito”

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Neste domingo (2), foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Em Marabá, uma caminhada com mais de 300 pessoas foi realizada para marcar a data. A ação foi organizada pela Rede de Apoio de Mães e Pais Atípicos (RAMPA), e teve como lema “Mais informação, menos preconceito”.

Vestidos de azul e portando cartazes e faixas com mensagens, o grupo saiu da Secretaria de Saúde na Agrópolis do Incra, às 8 horas, e caminhou pela BR-230 até a Praça São Francisco, acompanhados por um carro de som, um veículo com água e escolta da Polícia Rodoviária Federal e do DMTU.

Petronilia Wanzeler Rodrigues, da organização, avaliou que a caminhada foi um sucesso na missão de conscientizar a comunidade: “A maioria das mães abraçou a causa, os profissionais, estudantes, instituições como a Unifesspa, Unama, as clínicas particulares, então foi uma caminhada muito linda e a gente só tem a agradecer. Viemos mostrar para a população que nós existimos, e que lugar de autista é em todo lugar. Mais informação, menos preconceito”.

A professora Lucélia Cardoso Cavalcante Rabelo, da Unifesspa, que também participou da caminhada, destacou a importância da sensibilização da sociedade para acolher e reconhecer a diversidade das pessoas com transtorno do espectro autista. Segundo ela, muitas famílias ainda enfrentam práticas de discriminação e preconceito pela falta de informação.

O vereador Márcio do São Félix também participou da caminhada e anunciou que destinou R$ 150 mil de suas emendas impositivas para apoio à causa. “Eu tive o prazer de encaminhar, por meio de nossas emendas, o valor de R$ 150 mil para a aquisição de um veículo para atender o Núcleo de Atendimento Educacional Especializado ao Aluno de Espectro Autista (NAETEA)”, disse ele.

O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição que afeta a comunicação e a interação social, associada a comportamentos restritivos e repetitivos. Os sinais do TEA aparecem na primeira infância e persistem na adolescência e vida adulta, afetando cerca de 1 a 2% da população mundial. O tratamento é baseado em terapias de reabilitação que visam melhorar a funcionalidade social e as habilidades de comunicação, reduzindo comportamentos negativos e não funcionais. (Mateus Nino/Portal Debate)

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