Marabá
25°C
Clear sky

Câmara já tem 132 assinaturas para criar CPI da Petrobras; faltam 39

Expectativa dos governistas é de conseguir o número mínimo de assinaturas ainda nesta semana para forçar a instalação
Crédito: Reprodução

Governistas esperam conseguir até esta quinta-feira (23/6) as 39 assinaturas restantes para tirar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras do papel. Até o momento, segundo o autor do requerimento, deputado Altineu Cortês (PL-RJ), 132 deputados assinaram o pedido de instalação do colegiado. São necessários, pelo menos, 171 signatários para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), proceda com a criação da comissão.

Cortês é líder da bancada do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, na Câmara. O deputado defende a criação do colegiado para investigar supostas irregularidades no processo de definição dos preços de combustíveis no mercado interno.

No pedido, Cortês sustenta que “o país assiste estupefato à escalada sem precedentes dos preços dos combustíveis e produtos relacionados, o que tem impacto direto sobre a inflação, e, naturalmente, gera prejuízos à população”.

“Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito serão muito úteis para esclarecer suspeitas em torno do tema, identificar eventuais práticas irregulares, seus autores e até, se for o caso, trazer luz ao debate sobre a própria política de preços praticada pela empresa que, caso venha a ser alterada, que o seja a partir de informações claras, tecnicamente fundamentadas e em benefício do povo brasileiro”, prossegue o líder do PL.

Caso seja instalada, a comissão parlamentar será composta por 25 membros titulares e igual número de suplentes. A comissão terá duração inicial de 120 dias, prorrogáveis por igual período. De acordo com o pedido, o objetivo é investigar supostas irregularidades no processo de definição dos preços de combustíveis no mercado interno.

Sinal verde de Lira

Lira defendeu, na segunda-feira (21/6), que não irá se opor à criação da comissão parlamentar, mesmo em ano eleitoral. O deputado defendeu, porém, que o requerimento deverá cumprir todos os requisitos regimentais para ter validade.

“Os partidos estão, cada um, com seu convencimento para dar respaldo ou não a esse pedido. CPI é algo lícito, normal. Com relação a isso, temos o regimento a cumprir”, disse, indicando que, uma vez em conformidade com o mínimo de assinaturas (171 deputados) e demais requisitos, a CPI da Petrobras “terá a devida instalação”.

Patrocinada pelo governo federal, a CPI da Petrobras é uma medida de retaliação à estatal em função de mais um aumento no preço dos combustíveis anunciado na última semana. A sugestão, inclusive, partiu do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), logo após a petroleira ter emitido o comunicado às distribuidoras.

Inicialmente, a revolta em torno da nova escalada no valor da gasolina, diesel e gás de cozinha chegou a unir governo e oposição em prol da instalação da CPI. No entanto, parlamentares contrários ao governo reavaliaram seu posicionamento. É o caso do PT, que passou a classificar a criação da comissão parlamentar como uma “cortina de fumaça” para o real problema em torno da precificação dos produtos.

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!