Briga entre influenciadores expõe suposto acordo judicial para liberação do “Jogo do Tigrinho”

Noelle alega que um promotor, cujo nome não foi mencionado, teria solicitado R$ 100 mil para quebrar uma medida cautelar

Circula nas redes sociais, desde a noite de sábado (8), um vídeo polêmico que revela supostas negociações ilegais envolvendo membros do sistema judiciário do Pará. Publicado pelo influenciador digital Mago das Unhas, o vídeo traz declarações da influenciadora Noelle Araújo sobre advogados, um promotor de justiça, um juiz e um delegado da Polícia Civil.

Noelle alega que um promotor, cujo nome não foi mencionado, teria solicitado R$ 100 mil para quebrar uma medida cautelar, e que o juiz Heyder Tavares teria pedido R$ 200 mil pelo mesmo propósito. Ela também afirmou que o delegado Arthur Nobre e Heyder Tavares não se gostam, e que a “negociação” poderia não ocorrer caso um deles soubesse das tratativas.

A influenciadora mencionou que seu advogado, identificado como Afonso, tem conexão com Heyder, o que facilitaria o suposto acordo. Noelle declarou que não achava justo arcar sozinha com os custos, pois outros influenciadores, incluindo Mago das Unhas, também se beneficiariam.

Noelle propôs a Mago das Unhas dividir os R$ 300 mil necessários para o acordo, cabendo a cada um R$ 150 mil. Em uma live nas redes sociais, o advogado Marco Pina desafiou Noelle a provar suas acusações contra Arthur Nobre, o promotor e Heyder Tavares. No vídeo, Noelle também mencionou um advogado chamado Edmar, que teria pedido R$ 600 mil para reverter a situação com os juízes.

Os vídeos, publicados por Mago das Unhas e apagados logo em seguida, seriam uma “vingança” contra Noelle Araújo, uma vez que os dois, que já foram amigos, estão brigando. Durante a confusão, Noelle disse, em mensagem no Instagram, que Mago das Unhas tinha HIV. Após a publicação, o influenciador prometeu revelar tudo que sabe sobre Noelle.

Entramos em contato com o Tribunal de Justiça do Estado do Pará e com a Polícia Civil para esclarecimentos, mas até o fechamento da reportagem, não obtivemos retorno. (Portal Debate, com informações de Estado do Pará Online)

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