O Brasil apresentou uma das quedas mais expressivas no ranking mundial de proficiência em inglês divulgado pela organização internacional EF Education First. De acordo com a edição mais recente do English Proficiency Index (EF EPI), divulgada em 2024, o país caiu da 70ª para a 81ª posição entre os 116 países e territórios avaliados, passando a ocupar a classificação de proficiência baixa no domínio do idioma.
Com 466 pontos, o desempenho brasileiro está abaixo da média global e representa um recuo de 27 pontos em relação ao índice anterior, de 2023. A queda também repercutiu no contexto latino-americano: o Brasil passou da 15ª para a 18ª colocação regional entre os 21 países analisados. O relatório é baseado na análise de testes realizados por mais de 2,1 milhões de adultos no mundo todo.
A liderança global permanece concentrada entre países europeus e asiáticos. No topo da lista está a Holanda, com 636 pontos, seguida por Noruega (610 pontos), Singapura (609) e Suécia (608). No cenário latino-americano, os melhores desempenhos foram de Argentina (512 pontos) e Costa Rica (507 pontos), ambas classificadas com proficiência moderada.
Segundo a EF, o declínio geral da proficiência em inglês em diversos países pode ser atribuído à diminuição de exposições internacionais, desigualdades de acesso à educação de qualidade e à baixa integração do inglês no cotidiano das populações. No caso brasileiro, especialistas apontam para desafios estruturais na educação pública, carência de professores qualificados e desigualdade regional no acesso ao ensino de línguas estrangeiras.
O relatório também destaca a necessidade de políticas públicas mais eficazes e integradas para reverter a tendência de queda. Apesar de o inglês ser considerado essencial para o mercado de trabalho e o acesso a oportunidades internacionais, os dados indicam que o idioma ainda está distante de ser dominado pela maioria dos brasileiros. (Portal Debate)


