Bombeiros registram 231 casos de afogamentos em 2022, no Pará

No ano passado, houve um aumento de 78 ocorrências de afogamento em comparação a 2021, que foi de 158
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O Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) contabilizou 231 caso de afogamentos no Pará somente no ano passado. É o que afirmou o major Leonardo Sarges, do CBMPA em entrevista na tarde de sexta-feira (6). Em 2022, os bombeiros registraram um aumento de 78 casos de afogamentos em comparação a 2021, que foi de 158. Este ano já conta com cinco ocorrências de afogamentos. Três desses registros ocorreram na noite de quinta-feira (5) em Mosqueiro.

“Esses casos de afogamento têm relação com o comportamento que o ser humano tem no ambiente aquático. Há vários pontos que podem ser fatores determinantes como: ingestão de bebida alcoólica, quando o indivíduo superestima sua capacidade de nado, o banhista que não pega informações com guarda-vidas ou não respeita as sinalizações no ambiente em que ele está, até mesmo quando uma criança é deixada sozinha na água. Tudo isso corrobora nessas tragédias”, disse.

Afogamento em Mosqueiro

Leonardo também aproveitou para citar o caso de afogamento ocorrido na Ilha de Mosqueiro, na praia do Paraíso, na noite de quinta-feira (5), que resultou na morte de Maria Luiza Barbosa Belcolt Gaia, de 19 anos, Lauro Júnior Siqueira Damião, de 42 anos, e Caio Henrique Costa Miranda, de 20 anos.

Lauro e Caio foram ajudar a jovem que estava se afogando e os dois acabaram morrendo junto com Maria. Nessa situação, o major do CBMPA afirma que, a praias do Paraíso, do Marahu e da Baía do Sol, são os três locais beira-mar mais perigosos de Mosqueiro. O motivo, é por conta do terreno declinado que elas têm e isso acaba oferecendo perigo aos banhistas.

Ele diz que a recomendação é de que a pessoas não nadem durante o período noturno, pela pouca visibilidade, ou que aquelas que não saibam nada, não tentem pular nas águas para ajudar quem está se afogando.

“Nessa situação de Mosqueiro, a maneira correta de agir é que, quem não tenha conhecimento ou treinamento técnico nas águas, não tente ajudar quem está se afogando. As praias do Paraíso, Marahu e Baía do Sol são as mais perigosas de Mosqueiro. Caracterizamos elas como praias de Tombo, por terem um terreno desnivelado. Você está andando normalmente e acaba caindo num declive profundo. As águas dos rios do Pará são turvas e isso faz com que não percebamos esses buracos.

Se a pessoa não sabe nadar, jamais deve passar da altura em que a água atinja a altura do umbigo. Se ela passar desse limite, pode cair num desnível de solo ou numa correnteza e ser levada pelas ondas. Para isso, é essencial que os banhistas conversem com os guarda-vidas para saberem os perigos daquele ambiente e o que não deve ser feito”, esclareceu o bombeiro.

Praia mais perigosa do Pará fica em Cotijuba

As estatísticas da CBMPA nomeiam a praia do Vai Quem Quer, localizada na Ilha de Cotijuba, distrito de Belém, como a mais perigosa do Pará. A causa desse título é por conta de as águas serem banhadas pela Baía do Marajó que possui forte correntezas em conjunto com a força dos ventos locais. A área, que também se trata de uma praia de Tombo, foi ponto da maior tragédia de 2022 no Pará, o naufrágio da embarcação Dona Lourdes II, no dia 8 de setembro. 23 pessoas morreram, sendo 13 mulheres, seis homens e quatro crianças.

Prevenção na hora de um afogamento

O major Leonardo explica que o contexto deu dicas de como prevenir afogamento. Os casos de exigem que o banhista mantenha a calma e peça por ajuda. Para pessoas que não saibam nadar, a recomendação é de que utilizem colete salva-vidas ao ultrapassarem o limite de segurança.

“Se uma pessoa que não sabe nadar está se afogando, a melhor maneira que ela tem a fazer é manter a calma. Caso ela tenha passado o limite de segurança, ela precisa estar usando colete salva-vidas. Para pessoas que sabem nadar, elas devem ir em direção paralela à praia e de forma lateral a correnteza para que retornem a margem.

O importante é ter calma nos dois casos. O afogamento tem três fases: angústia, que é quando a pessoa tenta voltar a praia; pânico, que ocorre no momento em que a vítima está cansada e costuma inspirar água e depois vem a submersão, quando os pulmões da vítima estão cheios de água e ela afunda. Em ambos as circunstâncias é preciso ter calma”, informou. (Com i formações de O Liberal)

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