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Bolsonaro dá risada e afirma que ivermectina “mata bichas”

O medicamento é defendido pelo presidente como tratamento precoce contra a covid-19
O presidente Jair Bolsonaro durante entrevista à Jovem Pan de Itapetininga, de São Paulo | Foto: Reprodução
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, na manhã desta quarta-feira (21/7), em entrevista à Jovem Pan de Itapetininga, de São Paulo, que a ivermectina “mata bichas”. O medicamento é defendido pelo chefe do Executivo federal como tratamento precoce contra a Covid-19, mas não tem eficácia científica comprovada no combate à doença pandêmica.

Durante a entrevista, o presidente explicava a “descoberta” dos remédios. “É um tabu, você não pode falar em tratamento precoce. É impressionante. [Se você] tá se sentindo mal, se tá com 38º de febre, você toma algo pra abaixar a febre ou espera chegar a 40 graus? […] A tal da hidroxicloroquina não veio da minha cabeça, não inventei. Conversei com embaixadores nossos que estão em países africanos, médicos”, justificou.

“Eu tomei a cloroquina, mais de 200 pessoas tomaram, aqui na Presidência, e ninguém foi a óbito”, argumentou, mais uma vez, o mandatário da República. Em resposta, o entrevistador disse: “Se serve de demonstração, aqui na rádio, todos nós tomamos a ivermectina e ninguém pegou Covid-19”. Bolsonaro, então, retrucou, dando gargalhadas: “Cuidado que a ivermectina mata bichas”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou reiteradas vezes que medicações como hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, annita, entre outras, não reduzem a taxa de mortalidade do vírus e ainda podem causar efeitos colaterais. A Agência Europeia de Medicamentos também já declarou que não há evidências científicas que comprovem a eficácia desses remédios contra a Covid-19.

Ainda no mês de julho, o próprio Ministério da Saúde enviou um parecer à CPI no qual admite que o tratamento precoce não funciona. “A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, disse a pasta, em um trecho da argumentação. (Metrópoles)

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