O presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu na noite dessa quinta-feira (22) com oito ministros para discutir medidas a serem anunciadas nesta sexta (23) contra as queimadas na Amazônia. O encontro, de emergência, ainda não consta em sua agenda oficial e terminou pouco depois das 20h.

Em edição extra do Diário Oficial, publicada após o encontro, Bolsonaro determinou a seus ministros que adotem “medidas necessárias para o levantamento e o combate a focos de incêndio na região da Amazônia Legal para a preservação e a defesa da Floresta Amazônica, patrimônio nacional”.

De acordo com a colunista Bela Megale, o Planalto começou a procurar governadores da região para avaliar a necessidade de engajar tropas do Exército no combate aos incêndios, o que ocorreria por meio de uma operação de Garantia de Lei e da Ordem (GLO).

Participaram da reunião os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno; da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos; da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira; e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

As medidas discutidas com o presidente devem ser anunciadas na cerimônia do Dia do Soldado, marcada para as 10h desta sexta, na Concha Acústica do Quartel-General do Exército, em Brasília.

Durante a reunião, Bolsonaro usou as redes sociais para rebater declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, que mais cedo convocou os países membros do G7 para discutir as queimadas na Amazônia na cúpula que acontece neste fim de semana em Biarritz, na França.

O brasileiro acusou o francês de buscar “instrumentalizar” os incêndios para ganhos pessoais, e de não contribuir em nada para solucionar o problema. Ele falou ainda que a convocação evoca uma “mentalidade colonialista descabida” no século XXI.

“Lamento que o presidente Macron busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países amazônicos p/ ganhos políticos pessoais. O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até p/ fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema”, escreveu Bolsonaro no primeiro de dois tuítes sobre o assunto.

Segundo o presidente, o governo brasileiro permanece aberto ao diálogo, “com base em dados objetivos e no respeito mútuo”. “A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século XXI”, acrescentou.

O Globo