Barragem de Tucuruí segue segura após tremores de terra, garante AXIA Energia

A garantia foi dada pela AXIA Energia durante reunião realizada na quinta-feira (19/6), que reuniu órgãos públicos, instituições de pesquisa e representantes da sociedade para discutir os abalos sísmicos registrados na região.

A barragem da Usina Hidrelétrica de Tucuruí permanece segura e opera normalmente, mesmo após os recentes tremores de terra que assustaram moradores e provocaram danos em algumas residências no município de Tucuruí, no sudeste do Pará. A garantia foi dada pela AXIA Energia durante reunião realizada na quinta-feira (19/6), que reuniu órgãos públicos, instituições de pesquisa e representantes da sociedade para discutir os abalos sísmicos registrados na região.

O encontro marcou o início dos trabalhos da Comissão de Monitoramento e Estudos sobre os tremores de terra e contou com a participação de representantes do Ministério Público, da Universidade Federal do Pará (UFPA), do Instituto Federal do Pará (IFPA), da Prefeitura de Tucuruí, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar, do Exército Brasileiro e da imprensa, entre outras instituições.

Durante a reunião, o geofísico Lourenildo Leite, mestre e doutor em Geofísica e integrante do Centro Nacional de Geologia, apresentou estudos técnicos sobre os fenômenos registrados na região. Segundo o especialista, os tremores estão relacionados à movimentação de falhas geológicas naturais existentes no subsolo e, até o momento, não há evidências de que os abalos tenham sido provocados pelo reservatório da usina.

Representantes da AXIA Energia também apresentaram detalhes sobre os sistemas de monitoramento da barragem e responderam aos questionamentos dos integrantes da comissão. Em nota, a empresa reforçou que “a estrutura da Usina Hidrelétrica de Tucuruí permanece estável, segura e em operação normal”.

Além das informações apresentadas pela empresa, ficou definido que a UFPA iniciará estudos específicos sobre a atividade sísmica em Tucuruí. A expectativa é que as pesquisas ampliem o conhecimento científico sobre os tremores registrados na região e contribuam para um monitoramento mais detalhado dos possíveis impactos do fenômeno. (Portal Debate, com informações de Gazeta Carajás)

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