Aurélio Goiano trava luta contra grupos de “esquerda” e “direita” em Parauapebas

O pré-candidato diz que foi vítima de um falso dossiê que induziu a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, a retirá-lo da presidência do PL na Capital do Minério.
Aurélio Goiano - Foto: Redes Sociais

PARAUAPEBAS (PA) – O ditado popular “Não existe nada tão ruim, que não possa ficar pior” caiu como uma luva na pré-campanha do vereador bolsonarista, Aurélio Goiano, em Parauapebas, no sudeste do Pará, pois o parlamentar trava uma oposição ferrenha contra o grupo político liderado pelo prefeito Darci Lermen (MDB) e pelo deputado Keniston Braga (MDB), desde 2021, e agora levou uma “rasteira” de quem se intitulava de “direita” na Capital do Minério.

No dia 15 de março de 2024, Aurélio Goiano recebeu uma certidão do Partido Liberal (PL), onde aparecia como presidente da sigla partidária em Parauapebas. Nada mais justo porque ele lidera todas as pesquisas de intenção de votos na pré-campanha para prefeito. O comando do PL viria coroar uma luta que tem tudo para ser finalizada de maneira exitosa e retirar do poder os políticos nada republicanos que comandam o município, há 16 anos, mas não foi isso que ocorreu. O “olho gordo” falou mais alto e a celeuma partidária foi parar na 20ª Seccional Urbana.

Durante uma conversa com a reportagem do Portal Debate, na noite deste domingo (24), Aurélio Goiano afirmou que foi vítima de uma arapuca armada pela presidente do diretório do Partido Liberal Mulher, Cyntia Lima. Segundo o político, ela teria sido a autora da montagem de um dossiê com informações falsas sobre um suposto estupro, anos atrás, praticado por Aurélio Goiano contra uma jovem fictícia, de 14 anos, que nunca foi comprovado. Aurélio afirmou que esta mesma armação já foi utilizada contra ele na campanha para deputado, em 2022, mas nada ficou provado porque o suposto fato criminoso nunca existiu.

Cyntia Lima teria entregado o tal dossiê nas mãos da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, em Brasília (DF) que foi a responsável pela destituição de Aurélio Goiano do cargo de presidente do Partido Liberal na Capital do Minério. De acordo com o vereador, os deputados Delegado Caveira (PL) e Joaquim Passarinho (PL) tentaram ajudá-lo no combate à fake news, porém Cyntia teve o apoio do deputado Éder Mauro, presidente do PL no Pará. De agora em diante, a presidente do Partido Liberal Mulher terá que provar a existência do suposto crime, se não, ela sofrerá sérias consequências na Justiça.

Nos bastidores, fala-se que a confusão é fruto de um conluio entre Darci Lermen e Éder Mauro que teve Cyntia Lima usada como “laranja”. Éder Mauro teria fechado um acordo com o atual gestor de Parauapebas para prejudicar a campanha do vereador bolsonarista em troca de apoio para a candidatura do deputado federal para a prefeitura de Belém. Coisas sujas da política. Por sua vez, Aurélio afirmou que todas as mentiras relatadas no dossiê já foram desmascaradas anos atrás e que não existe nenhum processo contra ele decorrente deste fato “arranjado”, tramitando na Justiça. Para muitos, Aurélio Goiano foi vítima de uma briga interna pelo comando do PL no Pará travada entre Éder Mauro e Joaquim Passarinho.

Aurélio Goiano disse que o falso dossiê não atrapalha sua campanha em nada, porque a população de Parauapebas já é conhecedora da mentira contada por Cyntia Lima. O pré-candidato falou que continua com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que os verdadeiros bolsonaristas não acreditam em mais esta fofoca armada contra ele. O político asseverou que dialoga com 5 partidos de viés ideológico de direita para decidir em qual agremiação partidária sairá candidato a prefeito de Parauapebas na eleição de 6 de outubro de 2024 já que lidera todas as pesquisas de intenção de votos. Ele tem até o dia 5 de abril de 2024 para se filiar a um novo partido.

O dossiê montado contra Aurélio possui o mesmo modus operandi utilizado pelo próprio grupo de Darci Lermen contra o aliado e pré-candidato Ivanaldo Braz (PDT), meses atrás, onde um caso extraconjugal do deputado Braz foi utilizado contra ele com o objetivo de fazê-lo desistir de sua candidatura para apoiar o vereador Rafael Ribeiro (MDB), candidato escolhido por Darci para sucedê-lo. A reportagem não conseguiu contato com Cyntia Lima e Éder Mauro para ouvir a versão deles sobre a confusão, mas o espaço ficará aberto para futuras manifestações. (Portal Debate)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!