Audiência pública ouve sugestões da população para melhorar o trânsito em Marabá

Diversos órgãos e entidades marcaram presença ao evento, que contou com grande participação popular. Oradores inscritos abordaram desafios de mobilidade enfrentados na cidade e apontaram soluções para os gargalos observados nas vias urbanas
Foto: Divulgação/MPPA

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Marabá (CMM), na manhã desta sexta-feira (22), a audiência pública convocada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Marabá, para discutir a segurança viária na cidade da região sudeste do Pará. O evento foi marcado por contribuições de cidadãos para melhorar o trânsito de Marabá e, dessa forma, reduzir o índice de acidentes nas vias urbanas.

Sob o tema “Trânsito Seguro – Educar para não infringir”, o propósito foi discutir os problemas associados aos crimes de trânsito no município, propor medidas preventivas e corretivas, além de fortalecer a capacitação dos agentes e instituições envolvidas na prevenção e repressão de comportamentos ilícitos.

Participaram do evento todos os órgãos envolvidos na melhoria e eficiência do trânsito em Marabá, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e o Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU). Além disso, também marcaram presença o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Civil (PC), Polícia Militar (PM), Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), Vale S/A e Consórcio Ponte Rio Tocantins. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foi convidado pelo Ministério Público, mas não enviou nenhum representante à audiência pública.

“É sempre importante estar chamando a sociedade, ouvir a sociedade. E como instituição, a gente está podendo atender os anseios da sociedade, mas também conversar com a sociedade, que é a cultura de paz no trânsito, que a gente só vai conseguir alcançar com a participação efetiva da sociedade. Com certeza, mais consciente e mais responsável”, afirma o agente Emanuel Cruz, coordenador de Educação para o Trânsito do DMTU.

O Ministério Público e demais órgãos abriram espaço para que a sociedade organizada pudesse relatar as dificuldades sentidas e, assim, desenvolver uma atuação mais eficiente entre as ações realizadas na redução da violência no trânsito, incluindo a orientação aos condutores e o trabalho de sinalização para uma melhor organização nas ruas e rodovias, esclareceu a promotora de Justiça Lorena Moura Barbosa Miranda, da 2ª Promotoria Criminal de Marabá.

“Hoje, nós reunimos as instituições da fiscalização do trânsito com o representante da Prefeitura e também da Câmara Legislativa, para que a gente possa ouvir a sociedade sobre o que elas entendem, que pode ser melhor, quais são as necessidades dos anseios em relação à questão do trânsito. Porque existem muitas questões que a gente não consegue entender, não consegue perceber, se a gente realmente não se aproximar daquelas pessoas que são quem realmente vivencia o trânsito no dia a dia. E depois nós vamos firmar se todos aderirem a um pacto pelo trânsito seguro de Marabá, de todas as pessoas assumirem a responsabilidade de tentar envidar esforços para que a gente consiga esse objeto, que é o trânsito seguro”, garante a promotora.

A Prefeitura de Marabá marcou presença na Audiência Pública, com a participação do procurador Absolon Mateus; do chefe de Gabinete da PMM, Walmor Costa; do secretário de Obras, Fábio Moreira; do secretário de Segurança Institucional, Jair Guimarães; e de representantes do DMTU e GMM.

“Essa audiência tem a finalidade de chamar atenção de todos os atores do trânsito e o trânsito seguro é o que todos queremos e temos que mudar a realidade que temos. Nós, como município, trabalhamos o que chamamos de tripé do trânsito: mais sinalização, ações de educação e engenharia. E temos que ter uma resposta da sociedade e ter essa sensibilização. Atualmente, aproximadamente 42 mil pessoas morrem em decorrência do trânsito por ano no Brasil, muito mais que arma branca e tiro, e precisamos reduzir essas estatísticas”, analisa o titular da SMSI. (Portal Debate, com informações de PMM)

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