A derrota do Atlético-MG, por 0 a 1 para o Nacional-URU não foi o resultado determinante para a eliminação precoce da equipe mineira da Copa Libertadores de 2019. Com chances mínimas de seguir sonhando com a vaga nas oitavas de final, o Galo tinha de vencer os uruguaios e ainda torcer para que na última rodada do Grupo E, o Cerro Porteño vencesse o Nacional, enquanto o alvinegro teria de golear o Zamora, na Venezuela, para tirar uma diferença negativa de quatro gols de saldo e superar os dois gols positivos do rival da noite de terça-feira, no Mineirão, que garantiu sua classificação às oitavas de final da Libertadores, ao lado do Cerro. 

O Galo caiu na Libertadores com as derrotas para o próprio Nacional, em Montevidéu, além dos jogos ruins contra o Cerro, revés em casa e uma impiedosa goleada em Assunção por 4 a 1, o que gerou a queda de Levir Culpi e a exposição das fragilidades do time, que ainda não conseguiu mostrar força em testes maiores. As únicas exceções foram nas finais do Mineiro quando encarou o Cruzeiro de igual para igual. 

Foi a quarta eliminação na fase de grupos em 10 participações na Libertadores do Atlético-MG. Um número bem ruim para quem, depois do título de 2013, desejava se tornar uma potência no futebol sul-americano. 

Luta, mas sem repertório de jogadas

A equipe mineira lutou, correu, não sofreu grande pressão do Nacional apesar de dar muitos espaços para o contra-ataque. Ainda assim, o Atlético-MG mostrou sua fragilidade de repertório de jogadas, ficando muito dependente de arrancadas de Luan para puxar o time, mas sem qualquer boa articulação no meio de campo, ou força pelas laterais, sem municiar Ricardo Oliveira na área, que ficou isolado mais uma vez, mesmo tentando algumas jogadas isoladas. 

Mesmo sem forçar o jogo, o Nacional conseguiu o seu gol aos 41 minutos do segundo tempo, com Carballo, quando os mineiros tentavam o gol, sem força e sem organização dentro de campo. 

Apesar da melhora nos jogos das finais do Mineiro, demonstrou que, para o Campeonato Brasileiro, terá de repensar, e muito, seu modo de jogar, e até mesmo a montagem do seu elenco, caso queira evitar uma campanha que deixe sua torcida preocupada. A campanha alvinegra foi tão ruim, que marcou apenas quatro gols em toda a fase de grupos. 

Agora, é pensar no Avaí, sábado, 27 de abril, às 19h, no Independência e conseguir um técnico para a equipe, que foi comandada interinamente por três partidas. Rodrigo tem futuro, mas não é o presente atleticano. 

O último compromisso alvinegro na Libertadores 2019 é no dia 7 de maio, terça-feira, na Venezuela, contra o Zamora, única equipe que o Galo conseguiu vencer nesta Libertadores. O Nacional encerra sua participação na fase de grupos contra o Cerro Porteño, em um jogo que ambos estão classificados às oitavas de final do torneio sul-americano.

Texto: Lance