Os 7 atletas de Marabá que participaram das Paralimpíadas Escolares realizadas em São Paulo, entre os dias 23 e 26 de novembro, conquitaram três medalhas de ouros, seis pratas e um bronze. As vagas foram conquistadas após o desempenho nas seletivas realizadas em Belém. A performance ajudou o Estado do Pará a conseguir o 2º lugar geral entre todos os 27 estados da Federação, ficando atrás apenas dos donos da casa.
Sobre o projeto
O projeto Marabá Paralímpico é executado através de uma parceria entre Estado e município que busca contemplar a inclusão e o desenvolvimento, através do esporte, abrangendo os estudantes do município portadores de deficiência. O idealizador do projeto, professor de educação física, Arionaldo Borges dos Reis, explica que o contato com as escolas é realizado quase diariamente, para identificar e atrair os alunos.
A Prefeitura de Marabá é responsável pelo ônibus que busca e leva todos os alunos para o treino, além de ceder estagiários e profissionais de educação física.
Os medalhistas
O Alexandre Cunha Vieira estuda na Escola Acy Barros. Ele garantiu a medalha de prata na natação, competindo pelos 100m peito. O estudante de 16 anos perdeu a perna em um acidente de trânsito e começou a nadar por indicação médica. “No começo eu não gostava. Hoje eu gosto bastante, fico feliz de poder competir e de tudo que me proporciona”.
O estudante participa do projeto desde 2017 e já tem mais de 20 medalhas em competições locais. Ele também já havia disputado a competição nacional em 2019, quando também trouxe medalhas para Marabá.
Alexandre Cunha Vieira/Foto: Reprodução
O Jheimeson Feitosa da Silva tem 17 anos e é estudante do 8º ano na Escola Darcy Ribeiro. Está participando há 6 anos do projeto e trouxe medalha de prata pela bocha paralímpica. Cadeirante, ele reforça as oportunidades que teve “Representa muito para nós cadeirantes, deficientes. O contato que temos com os colegas, a viagem. Estou feliz de ter treinado e poder ganhar essa medalha”, comenta.
Jheimeson Feitosa da Silva/Crédito: Reprodução
O tênis de mesa também trouxe medalhas para Marabá. O responsável foi o Pedro Levy Sousa Silva, 16 anos, estudante do 1º ano da escola Anísio Teixeira. A medalha de bronze veio após uma vitória equilibrada por um placar de 11×9. Ele conta que já foi atleta da natação, mas está feliz competindo no novo esporte. “Foi bom. Maravilhoso poder competir e trazer a medalha. Espero continuar jogando e participando”.
Pedro Levy Sousa Silva/Crédito: Reprodução
A Única mulher da delegação, a estudante Ana Paula Garcia Pedrosa Galvão trouxe três medalhas, sendo uma de ouro. Ela conquistou a prata nos 60m e 150m, já o outro veio no arremesso de pelota. “Foi muito bom. Gostei muito de ter ido lá e poder competir, fiquei muito feliz com a vitória e minha mãe também ficou muito feliz”, comemora a atleta de 12 anos, estudante do 6º ano da Escola Cristo Rei, que desde os 7 anos participa do projeto.
OIzaque do Carmo Martins foi medalhista de ouro nos 1000m. O atleta é portador de deficiência visual e realiza os treinamentos sempre com um guia. Para treinar é preciso ensaiar os passos. “A mão e os pés tem que fazer o movimento ensaiado durante os treinos. Se puxar errado, o atleta pode interpretar que tem que parar. É tudo sincronizado”, explica Ariovaldo.
O estudante de 14 anos é estudante do 6º ano da Escola Felipa Serrão e disputou a sua primeira competição nacional. Ele comemora o resultado pensando nas próximas disputas. “Foi a primeira vez. Estou muito feliz com o desempenho. Gosto bastante daqui do projeto e das competições”.
Novo Recordista Brasileiro estudantil em arremesso de peso, o estudante da Escola Geraldo Veloso, Luan Lincon Pinheiro também trouxe três medalhas da competição. Além do ouro no arremesso de peso, ele também trouxe a prata nas corridas de 75m e 250m. O estudante de 15 anos está no 9º ano e já participa do projeto há 6 anos.
“Mudou muita coisa depois que entrei no projeto. Na minha rotina e na forma de encarar os desafios. Gosto daqui, já disputei a competição pela natação e também obtive medalhas’, conta o estudante.
Ana Paula Garcia Pedrosa Galvão, Izaque do Carmo Martins, Luan Lincon Pinheiro/Crédito: Reprodução
Os treinos são realizados diariamente, em diferentes locais da cidade, divididos por turmas. Atualmente eles ocorrem na AABB e no Colégio Alvorada, mas podem acontecer em outros locais, até antes da pandemia havia ponto no Núcleo São Félix.
Festival Paralímpico
No dia 4 de dezembro o município de Marabá será uma das sedes do Festival Paralímpico. Evento que acontecerá simultaneamente em 45 cidades da federação em alusão ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. “Marabá foi uma das cidades escolhidas exatamente pelo seu desempenho no esporte. Contribuímos para a 2º colocação no Estado que foi algo muito positivo e surpreendente”, reforça Luiza Crisóstomo.
O evento acontecerá na Escola Ida Valmont, das 8h às 14h, e contará com três oficinas que serão realizadas em forma de rodízio para que todas as crianças possam participar de cada oficina. (Portal Debate Carajás, com Prefeitura de Marabá)


