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Apresentador de Marabá critica live de artistas e ofende colegas

Edson Santos foi duro em críticas principalmente à colega Angélika Freitas | Foto: Reprodução/Debate Carajás
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Áudios que circulam em grupos de WhatsApp desde a noite desta quarta-feira (17) e são atribuídos ao comunicador Edson Santos incendiaram o meio artístico em Marabá. Há reações de apoio e reprovação às falas do apresentador ainda pouco reconhecido na cidade, mas de presença inquestionável nos bastidores.

Nas gravações, o âncora de telejornal critica a organização de uma live solidária de artistas locais, em face das restrições impostas pela pandemia, por divulgar em flyer que os apresentadores serão Marcinho Lira e Angélika Freitas, ambos da TV Correio, afiliada do SBT. A live está agendada para as 16h deste sábado (20).

Edson Santos chega a ofender os colegas da emissora concorrente, que é mencionada como uma das apoiadoras da transmissão ao vivo, gozando de palavreado chulo em três áudios com duração, somada, de seis minutos. No primeiro áudio, de apenas 20 segundos, ele dispara:

“Vão fazer uma live e colocam no flyer o Marcinho e a Angélika. A única coisa que a Angélika fez pela música em Marabá foi f*** com todos os pagodeiros da cidade. Ela deu pra (sic) todos. E eu não tô (sic) pedindo segredo pra (sic) ninguém, não. Eu quero é que vá tomar no c*”.

Em seguida, Edson revela dissabor com a recém-criada Associação dos Bares, Casas Noturnas, Conveniências, Distribuidoras, Lanchonetes, Músicos, Artistas e Similares (Abarma) pelo convite, não comunicado previamente a ele, de Marcinho e Angélika. Ele prometeu organizar live própria para os músicos e apontou, desta vez, o pensamento para os proprietários de bares.

“Os caras vão organizar uma live e pegam o Marcinho e a Jhenefer [que seria Angélika] e nem sequer me falaram. Eu fiquei sabendo disso hoje. Cara, eu fiquei puto. Mas, assim, deixa eles se f*** pra lá. Eu vou fazer uma live dos músicos, só dos músicos. Não quero saber de dono de bar. Eu quero que dono de bar vá pra casa do c***. Eu vou fazer uma live dos músicos, que é a galera que tá precisando”, arrazoa.

Para Edson Santos, o motivo de maior frustração com os membros associados foi ter sido preterido da apresentação da live e visto de longe convite a Marcinho e Angélika para tal finalidade, a quem ele alega nenhuma luta ter encampado pelos artistas locais no ápice da pandemia.

“A galera dessa associação foi tão sórdida que sequer me comunicou, olha só. Quem tá aqui nesse grupo e me conhece sabe que eu comprei essa causa lá atrás. Meti a cara, fui a reuniões, falei no meu programa, defendi a causa e sequer, minha gente, me comunicaram desse convite. Chamaram o pessoal do SBT; meteram o meu parceiro Marcinho Lira na parada. Eu fiquei sabendo disso hoje. Eu achava que fazia parte [da associação] pela qual estava brigando, metendo a cara e me desgastando com a emissora que paga o meu salário pra poder defender”, conclui.

Diante da repercussão negativa das declarações do apresentador e agora da própria live solidária, um dos apoiadores retirou sua marca do citado flyer de divulgação com Marcinho e Angélika, ficando apenas os veículos do Grupo Correio de Comunicação no espaço em branco.

Retratação

Em contato com repórter do Portal Debate Carajás, Edson Santos se retratou do episódio. Disse que o apresentador de televisão foi envolvido na contenda de maneira irresponsável, sendo que nos áudios falava um profissional da música e, além disso, um cidadão descontente com os rumos de uma associação que defendeu incondicionalmente nos momentos mais duros.

Edson destaca que a esposa é artista e, por este motivo, militava tão diligentemente na área. Relata que gravou os áudios para um grupo de músicos e não esperava repercussão midiática do caso. Ele vai adiante ao declarar, também, que parcela dos áudios divulgados fora forjada, e se dispôs a fazer perícia de modo a provar a alegação.

Quanto à data de possível realização da live que prometeu para arrecadar donativos aos músicos, Edson Santos transmite ter perdido a motivação de se empenhar na causa dos profissionais, que amargam prejuízos desde o início da quarentena, em março passado. Por isso, nenhuma live organizada por ele deve acontecer nos próximos dias, como anunciado.

Difamação

Ouvido pelo Portal, o advogado André Leão sustenta que as declarações rumorosas de Edson Santos podem configurar crime de difamação, tipificado no artigo 139 do Código Penal, no caso da apresentadora Angélika Freitas.

O causídico adverte que, mesmo que o fato desonroso imputado seja verdadeiro, cabe denúncia pelo crime contra a honra em questão por atingir a reputação da apresentadora perante a sociedade. Isso, claro, se restar comprovado que os áudios são mesmo da lavra do apresentador, o que ele contesta.

O veículo de comunicação não havia conseguido contato com os citados por Edson Santos até o fechamento da matéria. (Portal Debate Carajás)

Esta matéria foi atualizada às 9h57 de 18 de fevereiro de 2021 para acréscimo de informações

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