Apagão provocou queda de 45% nas vendas do varejo paraense

Os dados analisados compreenderam o período entre 8h30 e 15h, quando a falta de energia era mais aguda
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Na última terça-feira, 15, o Brasil enfrentou uma situação crítica com um apagão que abalou quase todo o país, deixando apenas Roraima fora de sua abrangência. O incidente teve efeitos consideráveis na economia, especialmente no setor varejista, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que registrou uma queda de 4,8% no faturamento.

Os dados analisados compreenderam o período entre 8h30 e 15h, quando a falta de energia era mais aguda, e foram comparados com os mesmos horários do dia 16 de agosto do ano anterior. No entanto, quando se leva em consideração o dia inteiro, a queda observada foi um pouco menor, de 1,9%.

As consequências foram mais intensamente sentidas nas regiões Norte e Nordeste do país, onde a interrupção no fornecimento de energia causou um impacto mais significativo nos negócios. O Pará, por exemplo, enfrentou um encolhimento alarmante de 45,3% no faturamento do varejo, enquanto o Maranhão registrou uma queda de 40,8%. Os estados da Bahia e do Ceará também não escaparam dos efeitos negativos, com quedas nas vendas de 29,5% e 29,3%, respectivamente.

No panorama geral do dia 15, a situação se agrava ainda mais, com o Pará sofrendo uma baixa de 47,8%, o Ceará com 21,1%, o Maranhão com 12,9% e a Bahia com 10,6%. Por outro lado, o Amazonas apresentou um aumento de 6,5% no faturamento durante o dia, mas viu uma queda de 3,9% durante o período de apagão. Enquanto isso, o impacto nas regiões Sul e Sudeste foi mais ameno, com São Paulo registrando uma retração nas vendas de 2,8% entre 8h30 e 15h, e de 1,9% ao longo do dia.

Carlos Alves, vice-presidente de Produtos e Tecnologia da Cielo, ressaltou que as discrepâncias de desempenho entre os estados estão diretamente ligadas ao tempo em que ficaram sem abastecimento de energia. Isso explica o desempenho mais desfavorável nos comércios do Norte e Nordeste, enquanto estados do Sul e Sudeste conseguiram mitigar os impactos do apagão de forma mais eficaz. (Portal Debate, com CNN Brasil)

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