Amazônia Open de Beach Tennis consagra campeões e projeta Marabá no cenário mundial

O evento foi finalizado no sábado, 27, e distribuiu uma premiação total de US$ 45 mil e garantiu 470 pontos no ranking mundial para as duplas campeãs, terminando com festa brasileira no masculino e hegemonia italiana no feminino.

Em uma noite marcada por arquibancadas lotadas e intensa vibração da torcida, a Arena Prime Beach Club foi o palco das finais do Amazônia Open BT 400, um dos maiores torneios da Federação Internacional de Tênis (ITF) da modalidade. O evento foi finalizado no sábado, 27, e distribuiu uma premiação total de US$ 45 mil e garantiu 470 pontos no ranking mundial para as duplas campeãs, terminando com festa brasileira no masculino e hegemonia italiana no feminino.

Na chave masculina, os favoritos confirmaram o favoritismo, mas não sem antes enfrentar um duelo nacional acirrado. Cabeças de chave número 1, o paranaense Giovanni Cariani e o paulista Daniel Mola conquistaram o título ao derrotar os compatriotas Leonardo Branco e Renzo Amâncio por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/3) e 6/3.

Para Cariani, o resultado teve sabor de bicampeonato, já que havia vencido a edição anterior do torneio, realizada em Tucuruí, ao lado do russo Nikita Burmakin. “Altos e baixos fazem parte do beach tennis, o nível aumentou. Jogamos de forma mais leve e, nos momentos importantes, conseguimos lidar bem”, celebrou o atleta.

A conquista teve um peso ainda maior para Daniel Mola. Com os pontos somados em Marabá, o atleta alcançará o melhor ranking da sua carreira, assumindo a posição de número 3 do mundo e tornando-se o número 1 do Brasil na próxima atualização da ITF. “Primeira vez sendo número 1 do Brasil, estou muito feliz. Eu e o Cariani estamos lutando, batalhando e abrindo mão de muitas coisas para estar aqui”, declarou Mola, que realiza seus treinamentos em Campinas (SP).

Se no masculino o título ficou em casa, no feminino a experiência das bicampeãs mundiais falou mais alto. As italianas Giulia Gasparri e Ninny Valentini, cabeças de chave número 2, dominaram a final contra as atuais líderes do ranking mundial, as brasileiras Sophia Chow e Vitória Marchezini, fechando a partida em 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/1.

O troféu isola ainda mais a dupla europeia na história do esporte: este foi o 39º título da parceria e o 75º da carreira de Gasparri, que detém cinco títulos mundiais individuais. “O resultado é fruto do trabalho diário que a gente faz. Nosso nível de jogo subiu aqui no Brasil e estou super feliz com o desempenho”, destacou Gasparri. Sua parceira, Ninny Valentini, reforçou o orgulho pelo desempenho em solo paraense: “Ganhar é sempre muito bom e gratificante”.

Entusiasmo na arquibancada e impacto no esporte local

A atmosfera contagiante das finais refletiu a paixão que a cidade desenvolveu pelo esporte ao longo da semana. Para a dona de casa e praticante de beach tennis Liliane Araújo, que acompanhou a competição desde a abertura, a experiência foi inesquecível. “É uma coisa surreal de tanta emoção. Todo ponto, tanto dos meninos quanto do outro, era comemoração pelo esporte. Acho lindo quem vence ou quem perde; para mim, todos já são vencedores”, comemorou.

A mudança de sede do torneio também agradou aos espectadores que já viajavam para acompanhar o circuito. O universitário marabaense João André Cruz, que assistiu às edições anteriores em Tucuruí, destacou as vantagens da nova estrutura. “Ter todos esses atletas de altíssimo nível na nossa cidade é realmente um sonho. Aqui em Marabá, a logística, tanto para os atletas, por ter aeroporto, quanto para a gente que é daqui, é bem melhor. Tem sido um privilégio”, afirmou.

Além de entreter o público, o torneio movimentou os negócios locais ligados à modalidade. O empresário Reinaldo Freitas Vieira, proprietário da Arena Sky Beach e que também disputou o evento, apontou o reflexo imediato para os empreendedores do setor. “Esse evento magnífico vai agregar mais para as nossas arenas, como as dos nossos parceiros da Arena Meet e da Arena Nova. Não movimentou só o clube oficial, mas movimentou as nossas arenas também, porque os atletas foram até elas para treinar. Está sendo muito bom para Marabá”, ressaltou Reinaldo.

Fomento ao turismo e impacto na economia local

Além do espetáculo técnico dentro das quadras de areia, o Amazônia Open BT 400 deixou um saldo altamente positivo para a economia e o turismo da região de Carajás. Pela primeira vez sediado em Marabá, o evento atraiu atletas e turistas de diversas partes do mundo, movimentando a rede hoteleira, o comércio e a gastronomia local.

“A cidade se envolveu dia a dia. É um evento essencialmente turístico, com pessoas do mundo todo comparecendo. O saldo é completamente positivo e esperamos que a ITF retorne a Marabá em 2027”, avaliou o organizador do torneio, Luan Constantini.

A descentralização do evento, que antes ocorria em Tucuruí, foi elogiada pelo público. A presença de um aeroporto na cidade facilitou a logística tanto para as delegações internacionais quanto para os torcedores locais. O sucesso do torneio também impulsionou a prática do esporte no município, beneficiando diretamente a rede de arenas privadas da região.

De acordo com o controlador do município, Wilson Xavier, o apoio institucional da Prefeitura de Marabá, sob a gestão de Toni Cunha, foi fundamental para atrair uma competição dessa magnitude. “A semana foi eletrizante. Isso ajuda muito o crescimento da cidade no turismo e na área comercial. É a prova de que Marabá está mudando e indo em outra direção”, concluiu o gestor.

Placar Final: Resultados de Sábado (27/06)

Categoria Dupla Campeã Dupla Vice-campeã Parciais
Feminino Giulia Gasparri (ITA) / Ninny Valentini (ITA) [2] Sophia Chow (BRA) / Vitória Marchezini (BRA) [1] 6/3 e 6/1
Masculino Giovanni Cariani (BRA) / Daniel Mola (BRA) [1] Leonardo Branco (BRA) / Renzo Amâncio (BRA) [7] 7/6 (7/3) e 6/3

(Com Prefeitura de Marabá)

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