O cantor Alexandre Pires foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (23), que investiga uma organização criminosa suspeita de comercializar cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
A investigação apura ainda suspeitas de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Durante a ação, a PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao cantor e aos empresários Diego Possebon e Matheus Possebon, que já foi empresário de Alexandre.
Além das buscas, a operação também conta com ordens judiciais para o sequestro de bens e valores relacionados aos investigados.
A cassiterita é um minério utilizado na produção de estanho, material empregado em diversos setores da indústria, incluindo a fabricação de latas, peças automotivas, vidros e equipamentos eletrônicos, como celulares e computadores. Por ter alto valor comercial, o minério é alvo frequente de exploração ilegal.
Defesa nega envolvimento
Em nota, a defesa de Alexandre Pires afirmou que o cantor nunca teve qualquer envolvimento com garimpo ou extração de minério, especialmente em terras indígenas.
Segundo os advogados, Alexandre foi surpreendido pelos novos desdobramentos da investigação e “jamais cometeu qualquer ilícito”.
Com informações do G1


