Uma advogada foi impedida de entrar no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), em Porto Velho, porque suas roupas foram consideradas “inadequadas”. 

Eduarda Meyka Ramires, de 26 anos, foi barrada por servidores do TJ e fez um depoimento nas redes sociais, acompanhado de uma foto da vestimenta que estava usando na ocasião.

Após a denúncia de Eduarda, a Ordem de Advogados do Brasil (OAB) em Rondônia abriu um procedimento para apurar o caso. O órgão afirma que, mesmo pautados pelo código de vestimenta do judiciário, os servidores causaram “imenso desconforto à advogada”, que foi alvo de “olhares maldosos e comentários”.

– A vestimenta profissional da advocacia feminina não tem por padrão o uso de terno e gravata nem nada similar, cabendo somente a OAB esta normativa – disse a OAB em nota.

Em depoimento nas redes sociais, a advogada fez um desabafo e lamentou a abordagem dos servidores.

– Na última sexta feira, 26 de abril de 2019, fui abordada por dois servidores do Tribunal de Justiça que tentaram impedir minha entrada no prédio alegando que eu estava “com tudo pra fora”. 8h da manhã, com o saguão cheio de gente. As pessoas me olhavam para averiguar, aparentemente, se eu realmente estava desnuda – contou a advogada.

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