NOVO REPARTIMENTO (PA) – O caso que chocou a cidade de Novo Repartimento e toda a região em 2024 ganhou um novo desdobramento. Rannielly Alves Pedra, de 23 anos, que confessou ter assassinado Yasmin Paixão dos Anjos em novembro do ano passado, foi colocada em liberdade no último dia 14 de agosto, após decisão do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA).
A revogação da prisão preventiva foi aprovada por unanimidade pela Seção de Direito Penal do tribunal, em sessão virtual realizada entre os dias 12 e 14 deste mês. O alvará de soltura foi assinado pelo desembargador Rômulo José Ferreira Nunes, presidente da seção.
De acordo com a decisão, não estariam mais presentes os requisitos que justificavam a continuidade da prisão preventiva. O TJPA, no entanto, ressaltou que a medida não é definitiva e poderá ser revertida caso o juízo de primeira instância identifique novos elementos que indiquem a necessidade de encarceramento.
Além disso, o tribunal autorizou a Vara Única de Novo Repartimento a avaliar a adoção de medidas cautelares alternativas à prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP). Entre elas, estão monitoramento por tornozeleira eletrônica, restrição de horários, proibição de deixar a comarca e outras medidas que podem ser aplicadas conforme decisão judicial.
O crime
Segundo as investigações, Rannielly agiu sozinha no assassinato. Na noite de 24 de novembro de 2024, após uma discussão anterior com Yasmin, ela foi até a residência da vítima no distrito de Maracajá. No local, pediu para conversar e, já dentro da casa, atirou várias vezes contra a cabeça da jovem.
Em seguida, fugiu em uma motocicleta Honda Bros e foi localizada apenas no dia seguinte, dormindo na casa de um parente na mesma comunidade. Ao ser detida, confessou o crime e afirmou ter descartado a arma em uma área de matagal.
Próximos passos
Com a liberdade provisória, o processo volta a tramitar na Vara Única de Novo Repartimento. O juiz responsável deverá decidir se aplicará medidas cautelares enquanto a ação penal segue em andamento. (Portal Debate, com Gazeta Carajás)


