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Abusos sexuais revelam impostores da fé

Crédito: Reprodução
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Não é de hoje que os crimes praticados por padres, bispos e cardeais pedófilos estouram nos quatro cantos do mundo dentro da Igreja Católica. As vítimas são sempre as mesmas: os jovens que fazem parte de diversas paróquias, mundo afora, viram alvo da sanha sexual de pseudo líderes religiosos. Casos envolvendo essa prática criminosa, eclodiram nos porões de templos  do estado do Vaticano, passando pelos Estados Unidos, Brasil, Alemanha até chegarem a lugares mais distantes do centro do mundo cristão.

Cá entre nós, o suposto crime mais emblemático veio à tona na Diocese de Belém do Pará, onde sete ex-seminaristas, em 2020, acusaram o ArcebispoDom Alberto Taveira Corrêa, de assédio sexual. Como sempre aconteceu em todos os países do mundo, as investigações são sempre cercadas de segredos, acordos políticos, tabus e costumam dar em nada. Entretanto, segundo o Ministério Público do Pará (MPP), as investigações do caso Dom Alberto Taveira estão em andamento.

O padre Robson Oliveira, presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), Santuário Basílica de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia (GO), foi acusado de desviar R$ 120 milhões da entidade religiosa, pelo Ministério Público, mas também existem denúncias de casos amorosos e orgias sexuais de padre Robson com jovens. Narrativas de padres envolvidos com pedofilia e importunação sexual em templos católicos surgem quase todos os dias na mídia brasileira.

Durante o mês de fevereiro de 2020, a Polícia Civil iniciou uma investigação em desfavor de um padre, lotado na Diocese de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, por pedofilia, no Rio Grande do Sul. O religioso teria trocado fotos e mensagens de cunho sexual com uma garota de 15 anos. A importunação sexual ganhou as manchetes nacionais. O teólogo dominicano Ignace Berten afirma que “Os abusos clericais não são apenas de natureza sexual, mas também de poder e de consciência. Na origem dos escândalos está a sacralização do poder”.

Já o mundo cristão evangélico possui milhares de estupradores e pedófilos escondidos atrás da Bíblia Sagrada ou usando o termo “pastor” como para choque para esconder suas taras sexuais. Na primeira oportunidade em que um desses monstros encontra, ele estupra ou mata vítimas indefesas. Esses caras chegam a determinadas comunidades, surgindo do nada, sempre utilizam uma ‘boa lábia’ nas pregações para receber o título de “pastor”, oriundo do templo central.

Os casos de violência sexual envolvendo supostos “pastores” recheiam as páginas policiais. Esses elementos de pastor não possuem nada. Eles são monstros que se escondem atrás da religião para esconder seus crimes sexuais. O caso mais recente veio à tona esta semana em Goiânia (GO), onde uma adolescente de 14 anos filmou um “pastor” beijando a garota à força. O indivíduo foi denunciado ao Conselho Tutelar e a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

No mês de setembro de 2020, o “pastor evangélico Mário Sérgio Ferreira da Silva, 55 anos, foi preso por suspeita de cometer abusos sexuais contra jovens que frequentavam suas igrejas. já em fevereiro de 2021, a Polícia Civil prendeu o “pastor” Jeremias Barroso, acusado de abuso sexual por 12 fiéis, em Macapá, no estado do Amapá. O líder religioso é fundador da Igreja Getsêmani e um dos coordenadores da Marcha para Jesus.

A máxima popular “gente ruim existe em todo lugar” também faz parte do mundo cristão. Todavia, utilizar a Bíblia Sagrada ou a função de líder religioso para cometer crimes sexuais está muito presente nas igrejas cristãs do Brasil. No caso das igrejas evangélicas, a falta de critérios para ordenar um indivíduo como pastor estaria no cerne do problema.

Em muitos casos, a necessidade de se abrir novos templos, país afora, e encontrar líderes religiosos para comandar a nova igreja, dá chances, muitas vezes, a tarados dissimulados. Existem centenas de casos, envolvendo abuso sexual, cometidos por falsos pastores, já foragidos de outros cidades do Brasil pela prática do mesmo crime. Já na Igreja Católica, os milhares de  casos de abuso sexual envolvem padres, bispos e cardeais, em sua maioria, contra garotos menores de idade.

Os abusos sexuais cometidos pelos impostores da fé veem desde o início da humanidade. Relatos de abuso sexual dentro de igrejas, cultos e grupos espirituais revelam as entranhas expostas de uma combinação secular de sexo, poder e religião. O número ínfimo de prisões, processos lentos e pouco acesso à informação, não dá quase nenhum alento para as vítimas. (Texto: Pedro Souza/Portal Debate Carajás)

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