Abertura de via hidroviária no rio Tocantins trará benefícios logísticos para Marabá

Com a autorização, embarcações poderão transpor o desnível criado pela Usina Hidrelétrica de Tucuruí, viabilizando o transporte de cargas e passageiros de forma contínua.

DA REDAÇÃO — Marabá, no sudeste do Pará, será diretamente beneficiada com a abertura de uma nova via hidroviária no rio Tocantins, prevista para entrar em operação em 2025. A iniciativa, viabilizada pela emissão das Licenças de Operação (LO) das eclusas de Tucuruí pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), permitirá a navegação comercial e de passageiros entre a Foz do Tocantins e o município.

Com a autorização, embarcações poderão transpor o desnível criado pela Usina Hidrelétrica de Tucuruí, viabilizando o transporte de cargas e passageiros de forma contínua. A rota será estratégica para o escoamento de grãos como soja, provenientes de estados como Mato Grosso e Tocantins, utilizando o modal fluvial durante o período das cheias, de janeiro a junho. Essa conexão posicionará Marabá como um importante ponto logístico na cadeia de exportação do Arco Norte.

Além do transporte de cargas, a via hidroviária também beneficiará as comunidades ribeirinhas ao oferecer uma alternativa de mobilidade mais acessível e integrada à malha logística da região. De acordo com especialistas, o modal fluvial é mais econômico e sustentável, o que pode reduzir custos de transporte e atrair novos investimentos para Marabá.

Com capacidade inicial estimada em 10 milhões de toneladas durante as cheias, a operação no rio Tocantins deve estimular o crescimento do comércio local, a geração de empregos e a valorização econômica do município. Segundo a Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport), as intervenções previstas, como dragagem e derrocamento, poderão aumentar ainda mais a competitividade da região, consolidando Marabá como um dos principais polos logísticos do Pará.

A expectativa é de que, nos próximos anos, o Arco Norte, que já possui uma capacidade instalada de 52 milhões de toneladas, dobre sua movimentação, fortalecendo o desenvolvimento econômico da região e promovendo um modelo de logística sustentável. (Portal Debate)

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