Os produtores brasileiros vêm amargando prejuízos para se manterem firme no mercado da pecuária. As frequentes altas nos preços de rações, arames, sementes de capim entre outros produtos, essenciais para manter as fazendas e o manejo, têm como contraponto as seguidas quedas no preço do boi gordo.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado segue com perspectiva de queda no curto prazo. De acordo com ele, o mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos nesta quinta-feira (31).
“Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate mais bem posicionadas, que hoje atendem entre seis e sete dias úteis, em média. Além disso, a paridade cambial ainda é fator relevante para a formação de tendência de curto prazo”, assinalou Iglesias.
O processo de valorização do real ante o dólar alterou completamente a dinâmica do mercado, fazendo com que os frigoríficos exportadores alterassem seu comportamento, exercendo pressão sobre os preços dos animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês.
Em Marabá, de acordo com informações da Scot Consultoria, nesta quinta-feira (31) a arroba do boi gordo no mercado físico estava da seguinte forma: 282,50 à vista e 284,50 para pagamento com 30 dias. Estes preços são livres do Fundo Rural.
Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 338 a arroba. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 301.
Atacado
No mercado atacadista, o dia foi de preços estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda aponta para maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena do mês, considerando que além a entrada da massa salarial na economia também teremos em abril o feriado de Páscoa, que costuma promover o consumo de carnes.
“No entanto, esse movimento será limitado pela incapacidade do consumidor médio em absorver grandes reajustes da carne bovina no atacado”, ponderou Iglesias. O quarto dianteiro do boi foi precificado a R$ 16,40 por quilo. O quarto traseiro foi cotado a R$ 23,50 por quilo. A ponta de agulha seguiu com preço de R$ 15,50 por quilo. (Portal Debate com informações do Canal Rural)


