Rio Tocantins sobe quase um metro e volta a transbordar após intensas chuvas

A Defesa Civil de Marabá relata que muitas famílias retornaram para as áreas de risco sem a autorização do órgão e agora estão tendo de voltar aos abrigos
Foto: Divulgação/Secom PMM

Em Marabá, no sudeste do Pará, o nível do Rio Tocantins voltou a ganhar volume diante das intensas chuvas que ainda atingem o município e a região neste fim de mês de março, que é marcado pelo rigoroso inverno amazônico. Na manhã desta quinta-feira (31), o nível na régua fluviométrica existente dentro da Seção Fluvial do 52º BIS apontava 11 metros e 83 centímetros — ou seja, o Rio Tocantins subiu quase um metro em apenas três  dias, posto que estava na marca de 10 metros e 99 centímetros na segunda-feira (28).

As ruas e travessas da Velha Marabá, principalmente no Bairro Santa Rosa, voltaram a registrar inundações. A Avenida Marechal Deodoro, a conhecida “Avenida da Orla”, que fica às margens do Rio Tocantins na Orla Sebastião Miranda, também já voltou a apresentar acúmulo parcial de água em um trecho próximo de alguns bares e restaurantes.

Defesa Civil monitora situação

De acordo com a Defesa Civil, este é o quarto registro de elevação do nível do rio em um período de 90 dias e com alagamento de ruas em vários bairros da cidade (a elevação do Rio Tocantins se estende para o Rio Tocantins também), atingindo dezenas de famílias.

“Essa oscilação já era esperada e nestas últimas horas subiu bastante e vai ficar nessa oscilação até meados da Semana Santa. Porém, estamos monitorando o nível do rio, pois a cada 10 centímetros impacta em diversas áreas, alagando ruas e invadindo casas e deixando muitas pessoas desabrigadas”, relata Marcos Andrade, assessor da Defesa Civil.

A Defesa Civil de Marabá argumenta que muitas famílias retornaram para as áreas de risco sem a autorização do órgão e agora estão tendo de voltar aos abrigos.

Marcos Andrade diz que somente quando o nível do rio atingir a marca de 8 metros é que o órgão emitirá uma nota sobre o retorno seguro para as casas.

Marcos Andrade, assessor da Defesa Civil

“E essas pessoas que voltaram não foram com autorização da Defesa Civil, pois nossa orientação era a permanência nos abrigos ou onde elas estavam, que era nas casas de amigos ou alugadas. De 1.050 famílias, após o recadastramento, contabilizamos agora 780 nos abrigos”, informou Marcos Andrade.

O atendimento às famílias continua em todos os abrigos, informa a Defesa Civil, com entrega de kits de higiene, cestas básicas e a troca de botijões de gás para as famílias que estão desalojadas em casas de amigos ou familiares.

Joel Araújo, servidor

Fenômeno atípico

A quarta elevação no nível do Eio Tocantins está chamando a atenção de muitas pessoas, principalmente as mais antigas da cidade. Joel Araújo, servidor público municipal e ex-vereador, relatou que na década de 1970, teve que mudar três vezes da Marabá Pioneira para a Nova Marabá.

“A enchente é surpreendente, e neste ano foi atípica, porém no ano de 1978, tivemos que mudar três vezes aqui da Marabá Pioneira, no entanto, neste mesmo ano também contabilizamos quatro enchentes, e teve outras também nos anos de 1950 e 1960 muito parecidas com a que estamos vivendo hoje”, finaliza Joel Araújo. (Portal Debate, com informações de Secom PMM)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!