O polêmico Noé Lima, nos últimos meses, adotou uma postura pessoal mais discreta e comedida. Estudante do curso de Direito, em Brasília, Noé vem se dedicando aos estudos em busca de um crescimento pessoal “sustentável” com foco na carreira de advogado. Sem papas na língua, o ativista dos Direitos Humanos já comprou brigas homéricas com “Deus e o mundo” da política de Marabá.
De acordo com Noé Lima, em 2021, ele participou do processo seletivo para estagiar no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), foi selecionado e convocado. De contrato assinado, ele começará a trabalhar no TJDFT, no dia 7 de março de 2022. Nesta semana, o estudante de Direito foi aprovado na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), no Rio Grande do Sul, mas como não poderia creditar as disciplinas já cursadas, ele preferiu ficar em Brasília.

Noé Lima é oriundo de uma família de classe baixa, moradora do Núcleo Nova Marabá, já sofreu muito, mas agora entende que encontrou o “itinerário certo” da vida. Ainda na infância, descobriu que era homossexual e vem pagando caro, ao longo de décadas, por ser gay. “Já fui humilhado, sofri diversos espancamentos e enfrento todos os problemas que um ‘viado’ passa neste Brasil machista, mas eu sempre lutei por aquilo que eu quero de cabeça erguida”, comenta.
O marabaense também foi aprovado no processo seletivo para a Procuradoria Geral da República (PGR) e para a Advocacia-Geral da União (AGU) e aguarda ser chamado. “Optei por ficar em Brasília, porque aqui a gente tem mais chances de crescimento profissional”, finaliza. Nesta nova fase da vida, ao visitar a mãe em Marabá, Noé Lima se mantém bem mais discreto e conversa com poucas pessoas. Ele finalizou dizendo que toda sua energia está voltada para o término do curso de Direito. (Portal Debate)


