Os moradores ribeirinhos a jusante – abaixo da Usina Hidrelétrica de Tucuruí – da Vila Pederneiras (Tucuruí); Vila das Crioulas e Vila Açaizal (quilombolas de Breu Branco); Vila Matacurá; Vila Ituquara e Vila Joana Peres (Baião) estão pedindo socorro devido a invasão das águas do Rio Tocantins.
A enchente complicou a vida dos moradores que recorreram a Associação das Populações Organizadas Vítimas das Obras no Rio Tocantins e Adjacencias (Apovo). A entidade está reunindo as reclamações dos moradores para poder acionar os órgãos competentes a tomarem providências quanto ao remanejamento e amparo das famílias atingidas nessas comunidades pela enorme cheia.
De acordo com Ademar Ribeiro de Souza, presidente da APovo, a situação é urgente e os prejuízos desses agricultores e pescadores já são incontáveis. “Teve gente que perdeu toda a plantação por causa da cheia, além dos que perderam geladeira, fogão, camas, colchões, bem como muitos animais que eram criados para venda ou para o consumo da família. A situação é preocupante e as autoridades precisam ajudar também essas pessoas nas zonas rurais”, reclama o presidente.
A situação caótica das famílias já foi repassado para o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará – CEDENPA e a Apovo pretende acionar o Ministério Público para ajudar as comunidades ribeirinhas atingidas pela enchente. Na Vila Pederneiras, em Tucuruí, os moradores estão sendo retirados com a ajuda de homens do Exército, Defesa Civil e Secretaria de Apoio à Segurança Pública.
No entanto, esse apoio não chegou aos atingidos das comunidades tradicionais em Baião e Breu Branco. O flagelo é mais doloroso para as vítimas nas comunidades mais afastadas das três cidades. A falta de água potável, doenças e a fome já começam a prejudicar a população. Está passando da hora do poder público se fazer mais presentes na vida da população das vilas ribeirinhas. (Portal Debate Carajás, com Portal HS)



