Sindicato é surpreendido por publicação em jornal de Marabá

Membros do Sindicato do Comércio Varejista de Marabá (Sindicom) investigam existência de um novo sindicato, que convocou assembleia geral para a manhã desta quarta-feira (12)
Casa em que deveria ocorrer assembleia geral de sindicato na manhã desta quarta: mulheres que aparecem são do cartório e foram registrar em ata a reunião | Foto: Divulgação

Membros do Sindicato do Comércio Varejista de Marabá (Sindicom) foram surpreendidos esta semana pela publicação de um edital de convocação de assembleia geral em um jornal impresso que circula na região.

O edital em questão foi publicado pelo chamado Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Marabá (Superma), que convocou assembleia geral para corrigir novamente o estatuto social da entidade sindical.

Na manhã desta quarta-feira (12), durante a chuva, membros do Sindicom foram até um endereço na Folha 30, Núcleo Nova Marabá, a fim de verificar a realização da suposta assembleia, que deveria ocorrer às 10h30, mas encontraram ninguém na residência.

Aliás, na porta do imóvel, havia duas mulheres que estavam a serviço de um cartório de notas, para registrar em ata tudo o que fosse eventualmente discutido na reunião.

O Superma, segundo a publicação veiculada nos classificados do jornal impresso de circulação na cidade, teria base territorial em 16 municípios do sul e sudeste do Pará, incluindo Marabá.

Raimundo Neto, presidente do Sindicom, entrou em contato com o Portal Debate Carajás para tratar sobre o caso. Ele relata que o representante do Superma já havia tentado fundar o sindicato em momento anterior, mas teria sido impedido pelo Ministério do Trabalho.

Ainda segundo Neto, o advogado da Associação Paraense de Supermercados (Aspas) esteve na cidade durante a manhã com procurações de empresas para barrar o avanço da nova entidade.

O presidente do Sindicom informou ainda que no endereço citado pelo edital da Superma só apareceu um homem sem camisa, que saiu e depois entrou na residência sem nada dizer, durante o período em que deveria ocorrer a assembleia.

Neto acredita que o representante da Superma possa ter uma relação de empresas dos municípios que seriam pertencentes à base territorial do novo sindicato, mas alerta para a possibilidade do cometimento do crime de estelionato por parte do sindicalista. “Se ele aparecer com esse sindicato fundado, é mentira”, finaliza o presidente do Sindicom.

A Reportagem do Portal Debate Carajás também se deslocou até o endereço indicado pelo edital de convocação, mas ninguém atendeu à porta. O repórter também ligou para um número que seria do representante da Superma, mas todas as chamadas caíram na caixa postal. (Portal Debate Carajás)

 

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!