Capitólio: Bombeiros confirmam 10 mortos após queda de paredão

Cinco mortos já foram identificados. Todos estavam na mesma lancha, chamada ‘Jesus’. A rocha atingiu outras três embarcações
Foto: Divulgação

Chegou a dez o número de mortos no desabamento de uma rocha sobre lanchas em um cânion do Lago de Furnas, na cidade de Capitólio, em Minas Gerais. Cinco mortos já foram identificados. Todos estavam na lancha chamada “Jesus”. Eles estavam hospedados em uma pousada em São José da Barra e eram familiares e amigos uns dos outros. As equipes de buscas não trabalham mais com a possibilidade de desaparecidos.

Segundo os bombeiros, partes de corpos foram encontradas e levadas para a Polícia Civil. As buscas continuam para encontrar outros fragmentos. O Governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em todo o estado.

O primeiro a ser identificado pela Polícia Civil foi Júlio Borges Antunes, de 68 anos. Ele era de Alpinópolis (MG) e o corpo já foi liberado para a família. Depois, a polícia confirmou a identificação de outras quatro pessoas: Maycon Douglas de Osti, 24 anos; Camila da Silva Machado, 18 anos; Sebastião Teixeira da Silva, 67 anos; e Marlene Augusta Teixeira da Silva, 57 anos.

As vítimas que ainda aguardam identificação oficial são: Homem de 40 anos, de Betim (MG) – piloto da lancha; Mulher de 43 anos, de Cajamar (SP); Homem de 35 anos, de Passos (MG); Jovem de 14 anos, de Alfenas (MG); e Homem de 37 anos, de Itaú de Minas (MG).

A polícia aguarda a resposta dos laudos e dos testes de DNA para ter a comprovação oficial da identificação das vítimas. O mais novo do grupo tinha 14 anos.

Investigação

Ainda não se sabe o que provocou o acidente. Além da Polícia Civil, a Marinha informou que um inquérito será instaurado para apurar as causas do deslizamento de pedras no Lago de Furnas.

As autoridades, incluindo Marinha, Defesa Civil, prefeitos e bombeiros também discutem nesta segunda-feira (10) medidas de prevenção para evitar desastres deste porte.

O sargento da Defesa Civil de Minas Gerais Wander Silva afirmou que as responsabilidades serão verificadas, mas que “esse não é o momento”. Segundo ele, a prioridade é dar suporte às famílias das vítimas e buscar desaparecidos. 

Neste domingo (9), o governador Romeu Zema (Novo) assinou decreto de luto oficial de três dias em todo o estado de Minas Gerais pelas vítimas da tragédia em Capitólio e em respeito aos mineiros afetados pelas fortes chuvas.

A tragédia

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um grande bloco de pedras desaba na água do Lago de Furnas, ponto turístico da região. O incidente teria começado com uma “cabeça d’água” na região dos cânions, provocando o desabamento de pedras e estruturas rochosas, que atingiram ao menos três embarcações — 2 afundaram.

Entre os 32 feridos, 23 pessoas foram atendidas na Santa Casa de Capitólio com ferimentos leves e já foram liberadas.

Algumas dessas pessoas, segundo os bombeiros, procuraram socorro por meios próprios e, por isso, ainda eram consideradas como desaparecidas. Ainda segundo a corporação, havia por volta de 70 pessoas fazendo turismo na região.

Por causa da falta de iluminação natural, o trabalho de busca feito por mergulhadores teve de ser interrompido no fim da tarde de sábado, mas foi retomado na manhã de domingo.

Em resumo

  • O deslizamento ocorreu por volta de 12h30 de sábado (8). Ainda não se sabe o que causou o acidente
  • Quatro embarcações foram atingidas, segundo os bombeiros
  • Dez pessoas morreram. Ao menos 2 seguem internadas
  • Uma equipe de mergulhadores está no local e não há previsão de término das buscas (elas foram suspensas durante a noite e foram retomadas no domingo)
  • 27 pessoas foram atendidas e liberadas
  • A primeira informação dos bombeiros dava conta de 20 desaparecidos, mas o número foi atualizado para 3 logo depois
  • Bombeiros e Polícia Civil estão no local; a Marinha foi acionada e vai investigar a causa
  • Defesa Civil havia emitido um alerta sobre chuvas intensas na região com possibilidade de “cabeça d’água”; Marinha também investiga por que os passeios foram mantidos

(Portal Debate Carajás, com G1 e CNN Brasil)

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