Pará confirma 71 casos de H3N2 e já considera surto

De acordo com a Sespa, como o vírus não tinha circulação no Pará, os casos já são considerados como um surto pelas autoridades de saúde
Foto: Ilustração

Nesta segunda-feira (3), o Pará soma 71 casos de síndromes gripais por H3N2, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Em um comunicado, a Sespa informou que “os surtos de síndromes gripais são analisados de forma amostral para identificar a circulação de vírus na região, por isso não se trata de diagnóstico e sim de avaliação do cenário epidemiológico”.

Ainda conforme a secretaria, como o vírus não tinha circulação no Pará, os casos já são considerados como um surto pelas autoridades de saúde. “A Sespa ressalta que tendo em vista que o vírus H3N2 não circulava no Estado, a ocorrência de um caso, de acordo com a vigilância epidemiológica, já é considerado surto. Não há registros de dupla infecção”, conclui a nota.

Internações

Diante do avanço dos casos de influenza no país, a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi, afirmou em entrevista à CNN no sábado (1º) que atualmente há um maior número de internações por gripe do que por covid-19. Segundo a médica infectologista, a gripe causada pelo vírus H3N2 é a predominante no momento.

“Estamos vendo uma notificação crescente do número de internações por síndrome respiratória aguda grave que ultrapassou e muito a covid. A gripe H3N2 está superando e muito, é a que está predominando nas internações nesses quadros respiratórios graves”, disse.

A infectologista disse ser contra qualquer tipo de aglomeração no momento, já que o país se encontra diante de um surto de gripe e do avanço da variante Ômicron do coronavírus. “Aglomerar é pôr em risco uma situação de calamidade aqui no país. Nós não podemos nos dar ao luxo de realizar Carnaval ou qualquer tipo de aglomeração”, alertou a médica.

Levi esclareceu que é possível haver coinfecção em alguns casos, quando uma pessoa testa positivo tanto para influenza quanto para Covid-19. No entanto, esses casos são “pouco prováveis”. “São duas doenças muito preocupantes do ponto de vista da saúde pública e devemos dar atenção devida para as duas”, afirmou.

De acordo com a infectologista, o ideal é que a população siga as formas de prevenção não farmacológicas: uso de máscaras, higienização frequente das mãos e manter o distanciamento social. Em caso de qualquer sintoma respiratório, seja leve, moderado ou grave, a médica alerta que a pessoa deve fazer o teste o mais rápido possível para “não ser um transmissor da doença”. (Com O Liberal e CNN Brasil)

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