Marabá decreta situação de emergência por enchente

Nível do Rio Tocantins alcançou 10,98 metros na manhã desta segunda-feira (3), segundo informações da Estação de Coleta de Dados Hidrometeorológicos instalada na Seção Fluvial do Exército, entre os bairros Santa Rosa e Santa Rita
O Rio Tocantins, em Marabá | Foto: Portal Debate Caraás

Enquanto famílias atingidas pela enchente protestavam na entrada do Núcleo Velha Marabá, pedindo a construção de abrigos, a prefeitura decretava situação de emergência na cidade por causa da cheia do Rio Tocantins, que alcançou a marca de 11,98 metros na manhã desta segunda-feira (3), segundo informações da Estação de Coleta de Dados Hidrometeorológicos instalada na Seção Fluvial do Exército, entre os bairros Santa Rosa e Santa Rita.

Segundo o portal DOL, as famílias alagadas que residem no Bairro Santa Rosa colocaram galhos de árvores e impediram a circulação de veículos na Avenida Antônio Maia, em frente ao Espaço de Lazer Paulo Marabá.

Esse local, aliás, é o espaço que a prefeitura usa para construir abrigos aos atingidos pela enchente. No momento, alguns moradores estão ocupando a praça com abrigos provisórios construídos por eles com pedaços de lona.

Foto: Diário Online/DOL

As famílias afetadas pedem, além da construção dos abrigos, o apoio de caminhões do Exército Brasileiro para a mudança. A manifestação foi pacífica, com a passagem de alguns veículos durante o bloqueio. A Polícia Militar e o Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU) acompanharam o ato.

Situação de Emergência é o reconhecimento legal, pelo poder público, de situação anormal, provocada por desastres, causando danos superáveis (suportáveis) pela comunidade afetada, segundo Manual da Defesa Civil do Governo Federal. A medida serve para agilizar as ações que precisam ser feitas para assistir as famílias atingidas pela enchente.

Nível do Rio Tocantins passa da cota de alerta, e prefeitura começa a tomar providências | Foto: Portal Debate Carajás

Providências

A Prefeitura de Marabá reuniu, durante a manhã, na Secretaria Regional de Governo para definir as providências que serão tomadas em relação à enchente. Participaram Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

De acordo com a prefeitura, a Defesa Civil já está está providenciando outro local para a construção de um novo abrigo com capacidade para até 100 famílias, localizado na Avenida Sororó, no Bairro Novo Horizonte.

A Secretaria Municipal de Assistência Social, por sua vez, já está cadastrando as mais de 100 famílias atingidas para acolhimento com atendimento médico, kit de higiene, colchões, água potável e cestas básicas.

As áreas atingidas na Velha Marabá são Santa Rosa, Francisco Coelho e Vila Canaã. Na Nova Marabá, a Folha 33. Já na Cidade Nova, os bairros Carajás I e II, Areal do Amapá e Independência foram atingidos pelo Rio Itacaiunas.

Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará

Janeiro chuvoso no Pará

Os paraenses devem esperar por um volume de chuvas acima do esperado para o mês de janeiro, é o que prevê o serviço meteorológico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Na Região Metropolitana de Belém (RMB), os valores máximos de precipitação para o mês de janeiro apontam em torno de 400 a 500 mm/mês, enquanto na climatologia mínima estes valores podem ocorrer entre 300 e 400 mm/mês. Para o nordeste paraense, a climatologia máxima indica que na faixa litorânea pode atingir em torno de 500 mm/mês de chuva, enquanto que na climatologia mínima, este valor pode atingir entre 200 e 300 mm/mês.

A climatologia máxima prevê que sobre a porção norte do sudeste espera-se entre 300 a 400 mm/mês de chuva para o mês de janeiro. Outra observação é que sobre a mesorregião sudoeste podem ter áreas – às proximidades dos municípios de Trairão e Itaituba – que alcancem valores de 500 mm/mês de chuvas. Já sobre a climatologia mínima para esta região, a discrepância é considerável, uma vez que o cenário indica um acumulado em torno de 250 mm/mês. Sobre o nordeste do Marajó, também podem ter áreas que tenham acumulados de 500 mm/mês.

De acordo com a análise da previsão, grande parte do estado do Pará apresenta possibilidade para chuvas acima do normal, principalmente sobre a RMB, leste do Marajó, extremo noroeste da Calha Norte e parte do sudeste e sudoeste paraense. No extremo sul do estado, a previsão indica chuvas dentro da normalidade, exceto pela porção sul da Calha Norte, oeste do Marajó e Baixo Amazonas, onde se espera volumes de chuvas muito acima do normal. (Portal Debate Carajás, com informações de Agência Pará, DOL e Secom PMM)

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