Região do Rio Preto cobra Helder por promessas não cumpridas

Governador Helder Barbalho e sua comitiva visitaram a região no dia 20 de novembro. O político, na ocasião, se comprometeu a atender diversas demandas da comunidade local
Helder Barbalho - Crédito: Reprodução

A visita do governador Helder Barbalho ao Distrito Cruzeiro do Sul, conhecido como “Vila Quatro Bocas”, zona rural de Itupiranga, no sudeste do Pará, deixou a expressiva população da Região do Rio Preto otimista. A Associação dos Produtores Sul Paraense – Aspape – realizou a 12ª edição da tradicional cavalgada com um grande churrasco para receber o governador e sua comitiva no dia 20 de novembro. Mas toda a festa de nada adiantou, porque até o momento nenhuma reivindicação da comunidade foi atendida.

Na oportunidade, foram apresentados requerimentos solicitando construções de escolas de ensino médio, construção de um hospital, pois a população do Rio Preto está a mais de 150 km dos grandes centros de saúde, também foi reivindicado investimento em infraestrutura na região.

A expectativa era de que conhecendo a realidade da região, o governador se sensibilizasse e também implantasse programas de geração de emprego e renda, capacitação para jovens e adultos para promover ainda mais o crescimento da Região do Rio Preto.

As centenas de famílias que foram ao evento para apresentar reivindicações tiveram acenos positivos do governador do estado do Pará. Entretanto até a presente data não foi divulgado nenhum parecer em relação às demandas apresentadas.  A região que é destaque no agronegócio e mineração precisa da presença firme do Governo do Estado para ter seus direitos básicos atendidos e assim continuar crescendo e contribuindo para o fortalecimento econômico do estado.

A região é cobiçada por grandes políticos pela pujança econômica que tem e pelo expressivo número de eleitores. Mesmo sem hospital, infraestrutura e educação de nível médio e superior a região continua crescendo, mas esperava uma resposta mais rápida de Helder Barbalho.

De acordo com dados do IBGE, a “Vila Quatro Bocas” possui 15 mil habitantes. Entretanto, por ser uma área central, atende número superior a quantidade de moradores do distrito porque presta atendimento às vilas e aos distritos vizinhos adjacentes.

Durante a visita, Helder destacou que as reivindicações apresentadas seriam todas analisadas e garantiu que sua visita ao Distrito representava o interesse do governo do estado em trabalhar pela região por meio de parcerias com as prefeituras. Na oportunidade, ele proferiu o seguinte discurso: “Estamos em uma das regiões mais fantásticas do Brasil e do mundo. Muita gratidão em estar aqui pela primeira vez e queria dizer que a minha presença deve ser vista, acima de tudo, como a disposição em poder ser parceiro de vocês. Eu não viria se não quisesse trabalhar por essa comunidade”, disse ele.

O presidente da Aspape, Juliano Melo, disse que a diretoria da associação se mobilizou fortemente para trazer o governador à região para que ele conhecesse a realidade da população de uma das regiões mais ricas do Estado do Pará.  “Nossos esforços para trazê-lo, partiu da esperança de que ele conhecendo nossa realidade, certamente fará algo por nós. Nesta oportunidade nós apresentamos a ele os requerimentos das principais demandas. Entre eles a construção de escola de ensino médio, hospital e infraestrutura para escoar a produção”.

A Região do Rio Preto espera por providências do Governo do Estado em relação aos requerimentos apresentados ao governador Hélder Barbalho. Ele firmou compromisso de trabalhar e ser mais presente na Região.

Crédito: Reprodução

Menos 3 mil empregos

A população da Região do Rio Preto começa a jogar nas costas de Helder Barbalho a culpa pelo fechamento de mais de 3 mil empregos diretos e indiretos. O governador não renovou a licença de mineradoras e utilizou a máquina estatal para perseguir a quem gerava os postos de trabalho, segundo algumas lideranças políticas.

De acordo com várias lideranças, desde a vinda do mandatário, o impacto que a população viveu foi a interrupção dos trabalhos de mineradoras importantes para o progresso da Região do Rio Preto enquanto em outras regiões do Pará a extração de minérios “corre solta”, inclusive, em áreas próximas à “Vila Quatro Bocas”.

Segundo a população, Helder estaria negando a renovação de licenças ambientais para forçar as mineradoras a asfaltarem a Estrada do Rio Preto. No entanto, como diz o ditado popular, “o tiro saiu pela culatra”, pois a medida atingiu o comércio e postos de trabalho em cheio e a estrada não será asfaltada porque essa atribuição pertence ao poder público, não às empresas mineradoras.

Vale destacar que além de oferecer oportunidade de trabalho aos moradores da região, as mineradoras também influenciam de forma direta e também indireta na economia da região. Hotéis, supermercados, restaurantes, lanchonetes, conveniências são exemplos de modalidades de comércio prejudicados com a interrupção dos trabalhos de mineração. A população quer muito mais. Quer providências na saúde, educação, infraestrutura, quer geração de emprego e renda. (Portal Debate Carajás)

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