O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do professor Adalberto Siqueira Sanches Júnior, pela prática do crime de estupro de vulnerável. O homem está preso desde o dia 17 de agosto, acusado de cometer abusos sexuais contra crianças com idades entre 8 e 12 anos em Belém do Pará.
O Tribunal negou provimento para o agravo de instrumento interposto pela defesa contra a decretação da prisão preventiva de Adalberto Siqueira. O agravo de instrumento é o recurso cabível contra as decisões tomadas pelo juiz no curso do processo, as chamadas decisões interlocutórias, que acontecem antes da sentença proferida por um magistrado.
A defesa do acusado já tinha ajuizado um habeas corpus, que foi negado pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O recurso foi negado e os advogados recorreram ao Superior Tribunal de Justiça, mas novamente a Justiça manteve a prisão do acusado. Os desembargadores não aceitaram a tese de primariedade, emprego, bons antecedentes e residência fixa, em Belém. A data da decisão judicial não foi divulgada.
Na época da prisão de Adalberto Siqueira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Durante as buscas, os agentes da Polícia Civil apreenderam computador, celular e mídias. Todo o material foi encaminhado para a perícia técnica. A Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) representou pela custódia junto à Justiça. (Portal Debate Carajás, com O Liberal)



