Justiça absolve policiais acusados de matar conselheiro tutelar em Itupiranga

Magistrada, Drª Ângela Tuma, no Fórum Criminal de Belém, proferiu a sentença, inocentando os réus, por volta de 1830h, desta segunda-feira (22).
PM Rony Paiva, Dr. Arnaldo Ramos (centro) e o PM Webert Santana - Crédito: Reprodução

A sentença proferida, por volta de 18h30, desta segunda-feira (22), pela juíza, Drª Ângela Tuma, no Fórum Criminal de Belém, inocentou três policiais militares e um cidadão civil, acusados de matar o conselheiro tutelar Rondinele Salomão Maracaípe, em janeiro de 2017, na cidade de Itupiranga, no sudeste do Pará.

No mesmo julgamento, os policiais Rony Marcelo alves Paiva; Allan Douglas Branco Rodrigues; Welbert Santana Silva e o civil Railson Oliveira da Luz foram considerados inocentes pelo júri sobre a tentativa de homicído do Conselheiro tutelar, Jorge Edilson Ferreira da Silva, em Itupiranga, em 2017. Já o PM João Oliveira e um civil de prenome Elvis pediram desmembramento do processo e ainda irão a julgamento.

O 3º Sargento PM, Josafá Pinheiro da Silva, também era réu neste processo. O militar foi executado, a tiros, por volta de 14h30, no dia 19 de dezembro de 2020, na BR-230, entre a cidade de Itupiranga e o Distrito de Cajazeiras, no sudeste do Pará. O crime nunca foi desvendado.

O júri popular foi desaforado para Belém devido aos riscos de parcialidade dos jurados de Itupiranga e da segurança de todos os envolvidos no processo. O conselho de sentença da capital entendeu que não houve provas suficientes de autoria dos crimes. Os réus ainda foram acusados de coação de testemunha no curso do processo e formação de milícia armada na região do sudeste do Pará, todavia foram inocentados.

O advogado, Dr. Arnaldo Ramos, trabalhou na defesa dos 4 absolvidos no julgamento. O causídico ainda defendeu o PM Rony Paiva, acusado nos autos do processo, de execução, a tiros, do advogado, Danilo Sandes, em 2017, na cidade de Araguaína, norte do estado do Tocantins, porém o réu estava solto por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O julgamento teve início, às 8h e terminou às 18h30. Esse processo se arrastava há vários anos, mas teve seu julgamento na Primeira Instância. Como é de praxe, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) deverá recorrer da decisão dos jurados. O Portal Debate Carajás não conseguiu contato com a família de Rondinele Maracaípe, mas o espaço fica à disposição para futuras manifestações. (Portal Debate Carajás)

Acusados da morte do advogado Danilo Sandes na 1ª audiência de instrução em Araguaína – Crédito: Reprodução

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