A “Operação occultatum II”, nas primeiras horas da manhã deste sábado (6), prendeu Antônio Carlos Deminsk Assunção, vulgo “Tonhão”, e Julinei Célio da Silva, conhecido como “Gordo”. A dupla foi condenada a 20 anos de prisão por envolvimento na “Chacina do Porco”, onde três homens da mesma família foram executados a tiros em janeiro de 2010, em Nova Conquista, no estado de Rondônia.
Nos autos do processo, eles foram apontados como os executores dos crimes. O trio suspeito foi condenado, no dia 31 de março de 2014, porém a justiça concedeu a eles o direito de recorrer da decisão em liberdade, mas um ano depois, a juíza Liliane Pegoraro Bilharva decretou a prisão de “Tonhão” e “Gordo”, uma vez que “Macarrão” já havia sido morto, porém, eles fugiram de Nova Conquista.
Entretanto, nas últimas semanas, a polícia descobriu que os dois envolvidos na “Chacina do Porco” estavam escondidos na região de Itaituba, no oeste do Pará e repassou as informações para a Polícia Civil do Pará que deu o “bote” certeiro e logrou êxito na prisão dos condenados que se encontravam homiziados em uma fazenda na zona rural de Itaituba.
Na ação, a Polícia Civil prendeu “Tonhão”, “Gordo” e um indivíduo que não possui envolvimento com a chacina cometida em Rondônia, mas é suspeito de envolvimento em atividades criminosas conhecidas como “Novo Cangaço”. O bando possuía um arsenal, com armas de vários calibres, e inúmeros tipos de munição. Os três presos são bastante perigosos.
“Chacina do Porco”
Na época, em janeiro de 2010, as vítimas fatais foram identificadas como Gilberto Duarte da Silva, Ciro Fragoso e Jair Fragoso. Os sobreviventes são Juverci Duarte da Silva e um garoto de 4 anos cujo nome jamais foi revelado.
Os parentes estavam abordo de um veículo Fiat Uno quando se depararam com a estrada fechada por um tronco de árvore. Uma das vítimas desceu do carro, porém todos foram surpreendidos e fuzilados por homens armados que dispararam mais de 20 vezes contra o veículo e seus ocupantes.
Como Juverci Duarte estava do lado de fora do carro, mesmo baleado, ele conseguiu fugir para a mata e chegou a uma casa onde pediu socorro. Já seus irmãos foram executados a sangue frio pelo bando de “Tonhão” e “Gordo”.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local do atentado, encontrou o garoto no meio dos corpos dos tios ferido com um fragmento de bala que o atingiu na barriga. ele estava em estado grave.
Internado no Hospital Regional em Vilhena, Juverci narrou que ele e seus irmãos estavam acampados às margens do Rio Cabixi, quando mataram um porco da propriedade da fazenda “Portal”, cujo proprietário era o acusado “Tonhão”. Esse foi o motivo da “Chacina do Porco”.
Um ano após o crime, os acusados foram presos pela polícia, mas ficaram por pouco tempo na Casa de Detenção. “Macarrão” ficou solto e “Tonhão” e “Gordo” aguardavam o julgamento no Albergue de Vilhena. A dupla saía durante o dia e voltava apenas para dormir na cadeia. Com a condenação, eles resolveram fugir de Rondônia.



