MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Uma grande operação policial desencadeada nesta semana prendeu seis homens investigados por envolvimento na morte do empresário Diogo Sampaio de Souza, o “Diogão”. O crime, que foi registrado na Orla de Marabá no dia 20 de setembro do ano passado, teria ocorrido após a vítima procurar a polícia para formalizar denúncia contra ameaças de morte feitas pelo homem apontado como mandante da execução.
Preso na quinta-feira (28) em Parauapebas, Diogo Costa Carvalho, mais conhecido como “Diogo do Betão”, é apontado como autor intelectual do delito em razão de desavenças e disputas por áreas de mineração com Diogão.
Entre os elementos que ajudaram a Polícia Civil a alcançar a autoria do homicídio, está um Termo de Declaração (TD) assinado por Diogão no dia 6 de julho de 2015, documento pelo qual a vítima relatou às autoridades policiais, em Belém, capital do estado, que estava sofrendo ameaças de morte por parte de Diogo do Betão.
A desavença entre os dois teria começado depois que o mandante invadiu uma propriedade da vítima que seria rica em minérios, no município de Pacajá, no sudoeste do estado. Essa apropriação de terra ocorreu cinco anos antes do crime e foi vetor de um ciclo de ameaças de morte que se consumou no cartão postal de Marabá.
Confira a seguir a relação de presos durante a Operação “Tora Bora” (como foi batizada pela Polícia Civil, em referência a um confronto militar protagonizado pelos EUA meses após os atentados de 11 de setembro de 2001, na busca por Osama Bin Laden) e o que cada um fez para concretizar a engenharia criminosa.
- Diogo Costa Carvalho: Responsável por ser o autor intelectual do delito em razão de desavenças e disputas por áreas de mineração com a vítima;
- Diego Silva dos Santos: Policial militar do Pará, responsável por monitorar a vítima e repassar as informações para os executores;
- Carlos Lázaro Paiva Junior: Responsável por conseguir o veículo utilizado no crime;
- Luís Cláudio de Araújo: Cabo da Polícia Militar do Maranhão, foi o responsável por efetuar o disparo de arma de fogo que ceifou a vida da vítima, mediante promessa de recompensa;
- Shirliano Graciano de Oliveira: Foi o responsável por intermediar as negociações entre os executores e o autor intelectual do delito;
- Pablo Antonio Alves Rodrigues: Realizou o aluguel do veículo utilizado no crime portando documento falso.
Saiba mais
O homicídio de Diogão ocorreu quando o empresário chegava a casa dos sogros, na Avenida Getúlio Vargas, Núcleo Velha Marabá. Na ocasião, ele foi atingido por um disparo de arma de fogo, efetuado do interior de um veículo estacionado em frente ao local do crime. De imediato, equipes da Divisão de Homicídios foram acionadas e iniciaram as investigações.
A Operação Tora Bora foi coordenada pela Diretoria de Polícia Especializada, por meio da Divisão de Homicídios (DH), com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), bem como do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e também da Polícia Civil do Maranhão. Aproximadamente 100 policiais civis participaram da ação.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas uma pistola glock calibre ponto 40, espingarda calibre 12, revolver calibre 22, pistola PT100, pistola G2C, além de munições, equipamentos eletrônicos, documentações, bem como uma porção de substância entorpecente semelhante à maconha.
A operação foi deflagrada nas cidades de Marabá, Parauapebas, Belém, Afuá, Tucuruí, Açailândia e Imperatriz. Estas últimas duas ficam situadas no estado do Maranhão. Os presos já foram levados para a capital do estado, onde seguem à disposição da Justiça. (Portal Debate Carajás)


