A 5ª Vara Penal de Belém realiza, nesta quarta-feira (27), audiência de instrução e julgamento para apurar a responsabilidade criminal de acusado em um golpe milionário em mais de mil pessoas. Só no Pará foram ao menos 500 vítimas.
O esquema de golpes ficou conhecido como “Caso Wolf”, se referindo ao nome da empresa, Wolf Invest, que oferecia “pirâmide financeira” recrutando vítimas. O valor estimado dos prejuízos supera R$ 60 milhões.
Segundo a Justiça, o processo tem “robusta quantidade de partes e testemunhas”, o que exige espaço maior pela Justiça. A audiência começou por volta das 10h no Salão do Tribunal do Júri do plenário “Desembargador Nelson Amorim”, no Fórum Criminal, em Belém.
O acusado é Olavo Renato Martins, que estava foragido e foi preso em São Paulo. Ele é apontado pela polícia como chefe do esquema e foi preso na casa onde morava em Indaiatuba, cidade a 102 km da capital paulista, no dia 12 de agosto deste ano.
Com Olavo, a polícia ainda apreendeu 150 quilos de gemas minerais rubi coríndon, avaliadas, inicialmente, em R$ 30 milhões.
As investigações apontam que o representante legal da empresa Wolf, “seria o criador do esquema piramidal”, que funcionava com recrutamento de investidores, utilizando dos recursos financeiros dos clientes para remunerar membros das camadas anteriores da “pirâmide”.
Na época em que foi divulgado o caso, as vítimas prestaram depoimentos à polícia e disseram que muitos clientes foram atraídos pela oferta de lucros elevados em pouco tempo. A empresa Wolf Invest oferecia garantia de investimento com rendimento de até 10% ao mês.
Mais de 30 pessoas chegaram a registrar boletim de ocorrência contra a empresa de investimento financeiro. De acordo com as vítimas, os rendimentos dos valores investidos foram repassados pela empresa até maio de 2019, quando os pagamentos foram interrompidos.
Uma das vítimas relatou ainda que o dono da empresa disse que os clientes que investissem acima de R$ 100 mil teriam uma escritura de imóvel no valor como garantia, chamada ‘garantia imobiliária’. As vítimas, no entanto, nunca receberam a escritura ou a quantia de volta. (G1 Pará)


