O prefeito de Itupiranga, Benjamin Tasca (PSD), está sendo investigado pela Polícia Federal por irregularidades cometidas durante a campanha eleitoral do ano passado. Inquérito policial instaurado contra Tasca apura o uso da máquina municipal como principal financiadora para a campanha do atual prefeito, principalmente no financiamento de combustíveis.
De acordo com a PF, o total de gastos só com combustíveis pela Prefeitura de Itupiranga, na época comandada por José Milese, foi de R$ 330.514,04 a favor da candidatura de Benjamin Tasca.
O processo está recheado de notas fiscais e ordens de pagamentos como prova da suposta distribuição de combustível durante o processo eleitoral de 2020 para os apaniguados do prefeito eleito. Durante as investigações, a PF deverá fazer uma devassa tanto na Prefeitura de Itupiranga quanto no postos de combustíveis envolvidos na suposta “maracutaia eleitoral”.
A instauração do inquérito pela PF partiu de requisição do Ministério Público Eleitoral (MPE). O processo corre na 56ª Zona Eleitoral de Itupiranga sob o número 0600100-98.2021.6.14.0056. Benjamin Tasca deverá encontrar sérias dificuldades para comprovar a licitude do gasto de tanto combustível em pouco tempo.
MAIS DOIS PROCESSOS
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a a cassação do diploma do prefeito Benjamin Tasca (PSD) e do vice-prefeito José da Aparecida Soares Menez, conhecido como “Professor Menezes” (MDB), em mais dois processos. O primeiro por compra de votos, através de distribuição de cestas básicas. Já o segundo processo acusa Benjamin e Menezes de abuso de poder econômico nas eleições de 2020.
Nos processos em andamento, o MP pediu a ‘cassação do registro de candidatura’, ‘anulação de diplomação’, ‘multa’ e ‘suspensão de direitos políticos’ por 8 anos de Benjamin Tasca e “Professor Menezes”. A decisão está nas mãos da justiça Eleitoral de Itupiranga. (Portal Debate Carajás)
OBRS: Matéria atualizada às 18h4o, de 27/09/2021


