O Brasil caiu quatro posições e agora ocupa o 111º lugar no ranking mundial da Liberdade de Imprensa da ONG Repórteres sem Fronteiras. O levantamento foi divulgado na terça-feira (20) e aponta que o país entrou na zona vermelha da lista – um reflexo da difícil realidade dos jornalistas em território nacional.
Para classificar o nível de liberdade de imprensa em cada país, o ranking é dividido em cores: branca (muito boa), amarela (boa), laranja (problemática), vermelha (difícil) e preta (muito grave). Segundo o levantamento, desde que Jair Bolsonaro (sem partido) assumiu a presidência do Brasil, a situação dos jornalistas piorou no território nacional.
Em dois anos, o Brasil perdeu seis posições no ranking. “Insultos, estigmatização e orquestração de humilhações públicas de jornalistas se tornaram a marca registrada do presidente, sua família e sua entourage”, afirma o texto de apresentação do levantamento.
O ranking afirma ainda que a pandemia de covid-19 piorou a situação dos jornalistas, tornando os ataques de Bolsonaro ainda mais intensos e aumentando a disseminação de fake news. O gabinete da presidência ainda não se manifestou.
Pelo 5º ano seguido, o primeiro lugar do levantamento é ocupado pela Noruega, seguida pela Finlândia, Suécia, Dinamarca e Costa Rica. Próximos à posição do Brasil estão Guiné (109º), Bolívia (110º), Bulgária (112º) e Indonésia (113º). (Portal Debate Carajás)


